Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

12 de abril de 2019, 11h14

Deputado diz que Mourão concorda que legado de Bolsonaro deve ser mudança de regime para monarquia

Monarquistas iniciam ocupação dos espaços de poder na Capital e planejam para o futuro tornar Brasília a Capital do Império Brasileiro

Mourão e o Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Foto: Montagem/Reprodução

Monarquistas estão animados com a perspectiva de mudança de regime no país. Durante o II Encontro Monárquico de Brasília ocorrido nesta quinta-feira (12) em um hotel no centro de Brasília, o deputado federal Luiz Philiphe de Orleans e Bragança confessou a cerca de 200 pessoas que o vice-presidente Hamilton Mourão teria concordado com uma mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. Segundo ele, esse seria o legado futuro da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Mudança no regime tem que ser o legado. Previdência não deixa legado. É isso que a gente tem que fazer. E Mourão concordou”, disse o deputado federal Luiz Philiphe, o 29º da lista para assumir o trono.

Em caso de instalação da novo regime, haveria o retorno da família Orleans e Bragança ao poder. Dom Luis Gastão de Orleans e Bragança é o chefe da Casa Imperial do Brasil, primeiro na linha de sucessão ao trono brasileiro. Don Bertrand, tio de Luiz Philipe, é o segundo.

Procurada, a vice-presidência não se pronunciou até o fechamento da matéria. A Fórum mantem espaço aberto.

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Mudanças na democracia direta

Como deputado federal Luiz Philipe iniciou os movimentos para mudanças no regime de representação brasileiros. Sugeriu a Bolsonaro o recall de mandato para tirar do poder presidente com mandato impopular.

Gente diferenciada

O encontro faz parte da iniciativa para tornar Brasília a capital do império brasileiro. Esquerdistas não eram bem-vindos naquele ambiente. Logo na entrada recebi um folder “Diga Sim à Monarquia”, que incluía oposição ao casamento gay, o fim das demarcações de terras indígenas e a proibição do aborto em qualquer circunstância.

Presente no encontro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) enalteceu os “novos tempos” do Brasil. “Temos um presidente conservador, o ministro Moro, a Damares, o Ricardo Salles, são pessoas diferenciadas, pessoas patriotas com valores diferenciados”.

Estratégia para instalar a monarquia

Aos presentes, jovens, mulheres, casais, negros, brancos, Zambelli explicou a estratégia para instalação da monarquia no Brasil. Segundo a deputada, antes de tudo, três pilares importantes precisam ser colocados em prática: menos estado, mais justiça penal e uma educação de verdade, que não seja em universidades, mas em casa (homescooling). “O Estado não é dono de nossos filhos”, disse.

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Clodovil é nosso rei

Apesar do movimento ser contrário ao casamento gay, Zambelli disse que usava a camisa do ex-deputado Clodovil, um homossexual, como forma de quebrar preconceitos. Para esse grupo, Clodovil é um exemplo de como gays devem se comportar: sem levantar bandeiras e com comportamento heteronormativo.

Imprensa amiga

Zambelli elogiou matéria da BBC News, que, segundo ela foi positiva para quebrar o “preconceito” da sociedade contra o movimento monárquico.

Monarquia é o melhor regime

No evento era clara a defesa da mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. “Acredito que seja o melhor sistema para resolver as bases da família”, defendeu Zambelli. Para a parlamentar um monarca possui um perfil melhor para “cuidar” do país.

Parlamentarismo-monárquico

No final de março, um adepto da causa, o procurador Gilberto Callado de Oliveira, foi nomeado representante da sociedade civil no Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensimo Médio).

“Se o Bolsonaro colocou gente monarquista no governo, significa que ele não tem preconceito. Temos que presenteá-lo. Para instalarmos o parlamentarismo-monárquico, eu acho que a gente tem que se infiltrar em todos os partidos. É uma estratégia de guerra”, disse Zambelli.

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