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01 de setembro de 2018, 11h38

Deputado do MDB recruta apoiador na internet por até R$ 9 mil

Para ser escolhido, o cabo eleitoral precisava demonstrar 'maior interação e conhecimento nas redes sociais, bem como no engajamento da campanha', dizia o anúncio do site do MDB

O deputado federal Leonardo Quintão (MDB-MG) lançou um aplicativo de celular para conseguir o recrutamento de até 500 pessoas em sua campanha de reeleição. O salário, segundo seu site, chega a R$ 9 mil. O anúncio virtual diz: “a remuneração do cabo eleitoral digital será proporcional ao desempenho, dedicação e cumprimento de metas pelo cabo eleitoral”. “A página de Quintão trazia um complexo regulamento, explicando a pontuação, nivelamento dos participantes e penalidades para os que não cumprirem as tarefas”, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. As inscrições terminavam nesta sexta (31). Para ser escolhido, o cabo eleitoral precisava demonstrar ‘maior...

O deputado federal Leonardo Quintão (MDB-MG) lançou um aplicativo de celular para conseguir o recrutamento de até 500 pessoas em sua campanha de reeleição. O salário, segundo seu site, chega a R$ 9 mil. O anúncio virtual diz: “a remuneração do cabo eleitoral digital será proporcional ao desempenho, dedicação e cumprimento de metas pelo cabo eleitoral”.

“A página de Quintão trazia um complexo regulamento, explicando a pontuação, nivelamento dos participantes e penalidades para os que não cumprirem as tarefas”, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. As inscrições terminavam nesta sexta (31).

Para ser escolhido, o cabo eleitoral precisava demonstrar ‘maior interação e conhecimento nas redes sociais, bem como no engajamento da campanha’.” O aplicativo foi retirado da loja de apps do Google, assim como o anúncio foi banido do site do candidato.

De acordo com a legislação eleitoral, pagar pessoas para postar conteúdo positivo é considerado crime eleitoral passível de punição e multa de R$ 5.000 a R$ 30 mil, além de processo criminal e civil. “É vedada a veiculação de qualquer propaganda eleitoral paga na internet, excetuado impulsionamento de conteúdos”, diz o artigo 57 da lei nº 13.488.

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