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08 de maio de 2019, 16h13

Deputado do PSL que quebrou placa de Marielle quer acabar com cotas raciais em universidades do Rio

Entretanto, projeto de lei de Rodrigo Amorim cria cotas para “filhos de policiais civis e militares, bombeiros, inspetores de segurança”, entre outros

Foto: Alerj
Rodrigo Amorim (PSL), deputado estadual pelo Rio de Janeiro, o mesmo que quebrou a placa em homenagem à ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), apresentou o Projeto de Lei 470/2019 para acabar com cotas raciais nas universidades estaduais do Rio. O projeto, no entanto, cria cotas para “filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares, inspetores de segurança, agentes do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio Educativas) e administração penitenciária”, entre outros. Segundo Amorim, as cotas raciais são usadas “para atingir objetivos políticos, o que gera nos indivíduos a sensação de que não serão mais julgados pelo que são ou pelo que...

Rodrigo Amorim (PSL), deputado estadual pelo Rio de Janeiro, o mesmo que quebrou a placa em homenagem à ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), apresentou o Projeto de Lei 470/2019 para acabar com cotas raciais nas universidades estaduais do Rio.

O projeto, no entanto, cria cotas para “filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares, inspetores de segurança, agentes do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio Educativas) e administração penitenciária”, entre outros.

Segundo Amorim, as cotas raciais são usadas “para atingir objetivos políticos, o que gera nos indivíduos a sensação de que não serão mais julgados pelo que são ou pelo que fazem, mas em razão da cor da sua pele”.

“Ressentimento”

O deputado afirmou, ainda, que uma das consequências das cotas raciais é o “ressentimento das pessoas que não entraram na universidade, apesar de terem obtido nota maior ou igual à obtida pelos cotistas nas provas de vestibular”.

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