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19 de dezembro de 2017, 07h41

Deputados argentinos ainda debatem reforma da Previdência em meio à greve e protestos

Parlamentares tentaram votar durante a madrugada; paralisação nos transportes teve início à meia-noite.

Parlamentares tentaram votar durante a madrugada; paralisação nos transportes teve início à meia-noite. Da Redação* Deputados argentinos passaram a madrugada desta terça-feira (19) tentando votar a reforma da Previdência. O projeto provoca manifestações no país desde quinta-feira (14) e uma greve nos transportes, deflagrada à meia-noite, pode aumentar a tensão em Buenos Aires. O Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires informou, na noite de segunda (18), que 109 pessoas foram atendidas, entre civis e policiais, durante os protestos. O Ministério de Segurança da cidade divulgou que 60 pessoas foram detidas. Ajude a Fórum a fazer a cobertura...

Parlamentares tentaram votar durante a madrugada; paralisação nos transportes teve início à meia-noite.

Da Redação*

Deputados argentinos passaram a madrugada desta terça-feira (19) tentando votar a reforma da Previdência. O projeto provoca manifestações no país desde quinta-feira (14) e uma greve nos transportes, deflagrada à meia-noite, pode aumentar a tensão em Buenos Aires. O Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires informou, na noite de segunda (18), que 109 pessoas foram atendidas, entre civis e policiais, durante os protestos. O Ministério de Segurança da cidade divulgou que 60 pessoas foram detidas.

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Os partidos aliados do governo anunciaram que há quórum suficiente e que a votação deve ocorrer, apesar de manifestantes continuarem nas ruas, no início desta manhã.  Após o início da sessão, havia conflito entre manifestantes e policiais na porta do Congresso Nacional. Nesta madrugada, os manifestantes fizeram panelaço na frente do Congresso, sem conflitos com policiais.

A oposição pediu a suspensão da sessão, mas em uma votação foram derrotados por 128 a 114 (e uma abstenção). A sessão, que teve início por volta das 14 horas, foi prolongada porque 44 deputados pediram para fazer uso da palavra antes que fosse iniciado o debate sobre a reforma, o que aconteceu apenas pouco depois das 20 horas. A grande maioria usou seu tempo para criticar a proposta e a decisão de prosseguir com a votação apesar dos protestos e do que chamaram de uma clara mensagem da população de descontentamento com a reforma.

A polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água e em retribuição recebeu pedradas. Segundo o jornal “Clarín”, o confronto teve início por volta das 13h30 e durou mais de duas horas naquele ponto. A Guarda Nacional foi acionada.

Após derrubarem as grades de proteção da praça em frente ao Congresso, os manifestantes foram dispersados e a polícia voltou a controlar o local. A multidão então se dirigiu à Avenida 9 de Julio, uma das principais da cidade, onde novos conflitos foram registrados e mais tarde dispersados.

“Respeitamos o eleitorado que lhes elegeu (nas eleições de meio de mandato em outubro), mas não para que tomem medidas que prejudicam grande parte da sociedade. Vamos protestar com uma paralisação”, disse Carlos Acuña, um dos líderes da principal central sindical CGT (peronista).

Nos aeroportos Aeroparque e Ezeiza, cerca de 650 voos foram cancelados, afetando 60 mil passageiros. Empresas aéreas brasileiras tiveram os seus serviços afetados e recomendaram que passageiros procurem o call center da empresa para verificar a situação dos voos.

*Com informações do G1

Foto: Commons

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