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27 de março de 2019, 15h28

Parlamentares usam avental, colher de pau e espanador como “armas contra o machismo”

Nos corredores do Congresso, parlamentares aderiram à iniciativa idealizada pelo Sindilegis

Deputados Delegado Pablo e Coronel Chrisóstemos: aventais, espanador e colher de pau
Atualizado às 17h51, de 28 de março Deputados e senadores usaram aventais, espanadores e colheres de pau para protestar contra o feminicídio e outros formas de violência contra a mulher em campanha chamada “Armas contra o machismo”, promovida pelo Sindilegis – entidade que representa servidores da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). Na tarde desta quinta-feira(27), a Fórum presenciou ato da campanha com parlamentares do PSL, Delegado Pablo (AM) e Coronel Chrisóstomo (RO), que aderiram ao movimento nos corredores do Congresso. O sindicato informa que o mote conseguiu, porém, unir representantes da esquerda...

Atualizado às 17h51, de 28 de março

Deputados e senadores usaram aventais, espanadores e colheres de pau para protestar contra o feminicídio e outros formas de violência contra a mulher em campanha chamada “Armas contra o machismo”, promovida pelo Sindilegis – entidade que representa servidores da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Na tarde desta quinta-feira(27), a Fórum presenciou ato da campanha com parlamentares do PSL, Delegado Pablo (AM) e Coronel Chrisóstomo (RO), que aderiram ao movimento nos corredores do Congresso. O sindicato informa que o mote conseguiu, porém, unir representantes da esquerda e da direita. Nomes como Túlio Gadêlha (PDT-PE) e Érika Kokay (PT-DF), Alexandre Frota (PSL-SP) e o presidente do Senado, Davi Acolumbre (DEM-AP), também posaram para fotos com os objetos.

A escolha de itens associados à submissão feminina teve o objetivo, de acordo com o Sindilegis, de desconstruir seus simbolismos.

A entidade utilizou o gancho do debate sobre as armas no Brasil para abordar a luta contra o machismo e convidar os parlamentares a se posicionarem.

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“A vassoura, por exemplo, antes um símbolo dos afazeres domésticos (…), vira nessa campanha uma “arma para varrer a desigualdade de longe. Outro exemplo é a colher. Na campanha, ela se torna uma arma quando questionamos a máxima de que ’em briga de mulher, não se mete a colher’. Convidamos aqueles que testemunharem agressões a se intrometeres sim e evitar tragédias”, explica o Sindilegis em nota.

 

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