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16 de setembro de 2013, 14h39

“Deram três tapas na minha cara”, afirma jovem expulsa de culto a pedido de Feliciano

Beijo entre namoradas em culto dirigido pelo pastor-deputado motivou a reação violenta

Beijo entre namoradas em culto dirigido pelo pastor-deputado motivou a reação violenta

Por Redação

Joana Palhares, de 18 anos, é levada por policiais (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante o “Glorifica Litoral”, evento gospel que terminou neste domingo (15) em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, duas jovens foram agredidas e expulsas do local após se beijarem por ordem do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que dirigia o culto. A notícia é do portal G1.

Ao perceber que os fiéis alertavam para o fato de Yunka Mihura, de 20 anos, e Joana Palhares, de 18, terem se beijado, Feliciano pediu que a força policial interviesse. “A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas”. Imediatamente, as duas foram expulsas do evento.

As jovens foram retiradas à força e algemadas por pelo menos seis guardas-civis municipais, e depois encaminhadas para a delegacia. No caminho, alegam terem sofrido agressões. “Eles tiraram a gente do meio do povo e colocaram para dentro da grade. A partir do momento em que levaram a gente para debaixo do palco, me jogaram de canto na grade, deram três tapas na minha cara e começaram a torcer meu braço”, acusa a estudante Joana Palhares ao G1.

Feliciano ainda lembrou que a arena de eventos, localizada na Rua da Praia, não era a “casa da mãe Joana, é a casa de Deus”. Sua pregação encerrava a 5º edição do “Glorifica Litoral”, que teve 200 mil pessoas presentes durante os dias do evento, segundo os organizadores.