05 de agosto de 2014, 23h30

Desaparecido há 36 anos, neto de líder das Avós da Praça de Maio é encontrado

Guido Carlotto, neto de Estela de Carlotto, nasceu em cativeiro em 1978. Sua mãe, Laura Carlotto, foi detida grávida durante a ditadura militar Da Rede Brasil Atual O neto de Estela de Carlotto, líder das Avós de Praça de Maio, nascido em cativeiro e desaparecido desde 1978, durante a última ditadura argentina, teve sua verdadeira identidade confirmada após a divulgação do resultado de um exame de DNA ao qual se submeteu. O filho da presidenta da organização, Guido Carlotto, revelou hoje (5) o resultado positivo do teste. Secretário de Direitos Humanos da província de Buenos Aires, Guido disse que seu sobrinho...

Guido Carlotto, neto de Estela de Carlotto, nasceu em cativeiro em 1978. Sua mãe, Laura Carlotto, foi detida grávida durante a ditadura militar

Da Rede Brasil Atual

O neto de Estela de Carlotto, líder das Avós de Praça de Maio, nascido em cativeiro e desaparecido desde 1978, durante a última ditadura argentina, teve sua verdadeira identidade confirmada após a divulgação do resultado de um exame de DNA ao qual se submeteu.

O filho da presidenta da organização, Guido Carlotto, revelou hoje (5) o resultado positivo do teste. Secretário de Direitos Humanos da província de Buenos Aires, Guido disse que seu sobrinho se apresentou voluntariamente para fazer o exame porque tinha dúvidas sobre sua verdadeira identidade. “Em breve tentaremos nos juntar a ele. Não posso falar da emoção”, afirmou.

O neto, o de número 114 que as Avós conseguiram recuperar, é filho de Laura Carlotto, que estava grávida quando foi detida, em novembro de 1977, durante a ditadura, e levada ao centro clandestino de detenção de “La Cacha”, na cidade de La Plata (60 quilômetros ao sul de Buenos Aires). Laura deu à luz um menino que nasceu em cativeiro em 26 de junho de 1978 e ao qual chamou Guido. O corpo da filha de Estela de Carlotto foi encontrado sem vida e entregue a sua mãe no mesmo dia de seu assassinato, mas o menino não foi achado, e a busca levou a avó, hoje com 83 anos, a ser uma das fundadoras da associação. “Estamos pensando em Laura, minha irmã, e na luta das Avós. Hoje nos tocou este momento de felicidade”, declarou o hoje deputado.

Cerca de 30 mil pessoas desapareceram durante a última ditadura argentina, segundo os órgãos de defesa de direitos humanos, e cerca de 500 netos foram afastados de suas famílias biológicas.

Foto de  capa: www.adoptar.org.ar