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15 de maio de 2019, 16h32

Desembargadora vira ré no STJ por injúria a Jean Wyllys

Marília Castro Neves fez postagem no Facebook afirmando que era favorável a um “paredão profilático” para o ex-deputado do PSOL

Foto: Reprodução/Facebook
A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), virou ré por injúria, nesta quarta-feira (15). A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu queixa-crime de Jean Wyllys, ex-deputado federal do PSOL, de acordo com informações do Valor. Marília postou no Facebook que era favorável a um “paredão profilático” para Wyllys. A partir de agora, uma ação penal será instaurada. Apesar da decisão, a Corte Especial determinou o não afastamento da desembargadora. A alegação é que os fatos se caracterizam como manifestações privadas e não têm relação com sua função. Marielle Apesar da...

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), virou ré por injúria, nesta quarta-feira (15). A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu queixa-crime de Jean Wyllys, ex-deputado federal do PSOL, de acordo com informações do Valor.

Marília postou no Facebook que era favorável a um “paredão profilático” para Wyllys. A partir de agora, uma ação penal será instaurada.

Apesar da decisão, a Corte Especial determinou o não afastamento da desembargadora. A alegação é que os fatos se caracterizam como manifestações privadas e não têm relação com sua função.

Marielle

Apesar da postagem de Marília ter sido feita em 2015, Jean Wyllys só tomou conhecimento em 2018, depois do assassinato de Marielle Franco (PSOL). Ela também fez postagens contra a vereadora.

“As opiniões da querelada possuem em tese o condão de ofender a dignidade do querelado por importar em menoscabo de seu sentimento de honorabilidade ou valor social, havendo ainda a demonstração da intenção deliberada de injuriar, denegrir, macular ou atingir a honra do querelante”, declarou Nancy Andrighi, ministra relatora da queixa-crime.

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