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29 de maio de 2018, 14h02

Desemprego explode novamente e atinge 13,4 milhões de brasileiros

Contrato intermitente. Foto: Agência Brasil
A taxa de desemprego voltou a subir no Brasil e fechou o trimestre de fevereiro a abril em 12,9%. Em dados absolutos o número de desempregados saltou de 12,7 milhões para 13,4 milhões de brasileiros, representando uma alta de 5,7%. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. Segundo o IBGE, quase um milhão de pessoas perderam o emprego no primeiro trimestre do levantamento de 2018. Ao todo, 969 mil pessoas foram demitidas entre fevereiro e abril. O comércio foi...

A taxa de desemprego voltou a subir no Brasil e fechou o trimestre de fevereiro a abril em 12,9%. Em dados absolutos o número de desempregados saltou de 12,7 milhões para 13,4 milhões de brasileiros, representando uma alta de 5,7%. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Segundo o IBGE, quase um milhão de pessoas perderam o emprego no primeiro trimestre do levantamento de 2018. Ao todo, 969 mil pessoas foram demitidas entre fevereiro e abril. O comércio foi o setor com maior número de corte de vagas: 439 mil pessoas passaram a engrossar o contingente de pessoas sem ocupação.

Os números do trabalho formal também caíram. São 32,7 milhões de trabalhadores com carteira assinada, 567 mil a menos na comparação com o trimestre anterior, uma queda de 1,7% . Já os trabalhadores sem carteira (10,9 milhões de pessoas) mantiveram-se estáveis em relação a janeiro, mas cresceram 6,3% em relação a abril do ano passado.

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Quedas em três setores da economia

Nenhum dos dez grupamentos de atividades pesquisadas teve aumento na população ocupada de janeiro para abril. Foram observadas quedas nos segmentos da Construção (-2,7%), Serviços Domésticos (-2,7%) e Comércio (-2,5%). Os demais setores ficaram estáveis.

Na comparação com abril do ano passado, houve geração de postos de trabalho apenas nos segmentos de Outros Serviços (9,1%) e Administração Pública (3,8%).

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.182 no trimestre encerrado em abril deste ano, relativamente estável em relação a janeiro deste ano e a abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 193 bilhões) também ficou estável em ambas comparações temporais.

*Com informações da Agência Brasil

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