28 de junho de 2018, 16h16

Dia do Orgulho LGBT: Torcedores superam preconceito por amor ao futebol

Em vídeo no Maracanã, eles contam como enfrentaram a LGBTfobia para continuar gostando do esporte e do Flamengo

Foto; Felipe Martins

O primeiro contato com a violência para uma pessoa LGBT acontece muitas vezes ainda na infância. A convivência com os colegas na escola ou na vizinhança pode ser traumática se o dedo apontado para o diferente resulta em situações de segregação e isolamento.

“Joga como homem”, “parece um mariquinha”, “futebol não é pra mulher” são exemplos de frases que provocam dor quando o alvo apenas expressa a sua identidade, é reprimido apenas por ser quem é

O ambiente do futebol, tão conhecido por ser machista e misógino, acaba por expulsar LGBTs que não se encaixam no rótulo heteronormativo.

Um exemplo é o jovem estudante de jornalismo transexual, Thiago Peniche. Ele levou um soco em uma partida tão somente porque um companheiro de time implicava com seu jeito de ser. Thiago acabou se afastando do futebol, esporte que ama, pela violência física e simbólica que sofreu. “É um esporte que é muito preconceituoso. Eu não consigo achar pessoas que me recebam. Até ver futebol se tornou uma coisa traumatizante”, contou

No vídeo, os torcedores do Flamengo Mariana Back, mulher cis lésbica, José Roberto Medeiros e Mário Ramos Carneiro, homens cis gays, além do Thiago, se encontram no Maracanã, maior templo do futebol do país, para contar como superaram o preconceito e a intolerância para viver a emoção do esporte e demonstrar o orgulho de ser LGBT e rubro-negro.