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22 de maio de 2019, 17h32

Diante da pressão popular, governo recua e libera parte dos recursos para a Educação

Uma semana após os gigantescos protestos contra os cortes, o governo decidiu usar recursos da reserva orçamentária para desbloquear uma pequena parte do dinheiro destinado à Educação; rombo na área, no entanto, ainda é grande

Foto: DCE da UFBA
Uma semana após os protestos que levaram mais de 3 milhões de pessoas às ruas em todo o Brasil contra o corte de 30% nas verbas para a Educação, o governo federal decidiu liberar parte dos recursos para a área com dinheiro da reserva orçamentária. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (22). Ao todo, o Ministério da Economia vai usar R$ 3,81 bilhões das reservas:  R$ 56 milhões para o Ministério do Meio Ambiente e  R$ 1,587 bilhão para o Ministério da Educação. A maior parte do orçamento destinado à Educação, no entanto, continuará bloqueado e afetando diretamente o funcionamento de...

Uma semana após os protestos que levaram mais de 3 milhões de pessoas às ruas em todo o Brasil contra o corte de 30% nas verbas para a Educação, o governo federal decidiu liberar parte dos recursos para a área com dinheiro da reserva orçamentária. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (22).

Ao todo, o Ministério da Economia vai usar R$ 3,81 bilhões das reservas:  R$ 56 milhões para o Ministério do Meio Ambiente e  R$ 1,587 bilhão para o Ministério da Educação.

A maior parte do orçamento destinado à Educação, no entanto, continuará bloqueado e afetando diretamente o funcionamento de universidades e institutos federais, já que o corte – chamado pelo governo de “contingenciamento” – anunciado em março foi de de R$ 5,839 bilhões. Ou seja, os R$ 1,587 bilhão que serão retirados da reserva não representam nem metade do orçamento que a área deveria contar.

No total, o governo congelou R$ 29,582 bilhões das despesas previstas para o ano.

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