14 de janeiro de 2019, 08h35

Dias Toffoli, do STF, manda soltar operador financeiro de Beto Richa, do PSDB

Em decisão no plantão judiciário, presidente do STF concedeu habeas corpus a Jorge Atherino, preso desde setembro do ano passado acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador tucano do Paraná.

Montagem
Em decisão monocrática no plantão judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu habeas corpus e mandou libertar Jorge Atherino, preso desde setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB). A Operação Piloto apura o pagamento de propina pela Odebrecht ao governo Richa em troca de favorecimento na licitação para as obras de duplicação da PR 323, em 2014. Atherino foi preso juntamente com o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson...

Em decisão monocrática no plantão judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu habeas corpus e mandou libertar Jorge Atherino, preso desde setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB).

A Operação Piloto apura o pagamento de propina pela Odebrecht ao governo Richa em troca de favorecimento na licitação para as obras de duplicação da PR 323, em 2014. Atherino foi preso juntamente com o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, que segue preso.

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Toffoli acatou os argumentos da defesa de Atherino segundo os quais a movimentação financeira das empresas dele, por si só, não justificaria a prisão, que poderia ser substituída por outras medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar. A defesa alegou, ainda que, como Beto Richa não é mais governador do estado e Atherino não atua mais com o ex-governador, não há risco de recorrência do crime.

À época da deflagração da 53ª etapa da Lava Jato, em setembro passado, o procurador da República Diogo Castor Mattos disse que, mesmo após se tornarem réus, Deonilson Roldo e Jorge Atherino continuavam atuando em atividades suspeitas.

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