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20 de dezembro de 2017, 14h50

Dicionários da Espanha desvinculam termo “mulher” de “sexo frágil”

Decisão da Academia Real Espanhola atende à reivindicação de mulheres com mais de 200 mil assinaturas. No Brasil, dicionários ainda têm o termo “sexo frágil” como uma das definições de “mulher” Por Redação A Academia Real Espanhola, entidade equivalente, no Brasil, à Academia Brasileira de Letras, anunciou nesta quarta-feira (20) que irá desvincular, dos dicionários espanhóis, o termo “sexo frágil” do termo “mulher”. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais. Até então, uma das definições do verbete “sexo” nos dicionários da Espanha era “sexo frágil”, e o termo estava relacionado a...

Decisão da Academia Real Espanhola atende à reivindicação de mulheres com mais de 200 mil assinaturas. No Brasil, dicionários ainda têm o termo “sexo frágil” como uma das definições de “mulher”

Por Redação

A Academia Real Espanhola, entidade equivalente, no Brasil, à Academia Brasileira de Letras, anunciou nesta quarta-feira (20) que irá desvincular, dos dicionários espanhóis, o termo “sexo frágil” do termo “mulher”.

Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais.

Até então, uma das definições do verbete “sexo” nos dicionários da Espanha era “sexo frágil”, e o termo estava relacionado a “grupo de mulheres”, enquanto “sexo forte” era definido como um “grupo de homens”.

A mudança atende à uma reivindicação de mulheres contra o machismo expresso no idioma espanhol. Um documento pedindo a alteração nos dicionários reuniu mais de 200 mil assinaturas.

Além disso, o diretor da Academia Real Espanhola, Darío Villanueva, afirmou que, com o objetivo de tornar o dicionário espanhol “mais igualitário”, as próximas edições virão com uma nova definição para “sexo frágil”, que será “intenção depreciativa ou discriminatória”.

Nos dicionários brasileiros o termo “sexo frágil” ainda aparece como uma das definições para o termo “mulher”, que ainda carrega outras definições machistas, como o “indivíduo devotado ao lar e à família”.

Foto: Ansa

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