Cabelos crespos como ferramenta política

Cabelos crespos como ferramenta política

O racismo evidente no padrão liso do cabelo se desenrola em muitas outras faces da sociedade. Se ter sucesso profissional e bons relacionamentos interpessoais é um desafio quando a autoestima está vulnerável, o quadro se torna ainda pior devido aos obstáculos impostos socialmente nos mais diversos âmbitos culturais

Por Jarid Arraes

A relevância do cabelo crespo na vida das mulheres negras é um assunto cada vez mais evidente. Seja pela crescente onda de blogueiras e youtubers que falam sobre o tema ou pela constante e histórica abordagem política que os movimentos sociais fazem a respeito, o cabelo crespo há muito tempo é considerado um símbolo de resistência negra – algo importante sobretudo para as mulheres.

Culturalmente, as mulheres são mais cobradas em relação aos seus cabelos; é por isso que as de cabelo curto ainda sofrem preconceito e críticas e também é pelo mesmo motivo que há tantos padrões impostos aos fios femininos. Alisá-los e tingi-los de loiro, por exemplo, são alguns deles. Por causa desses parâmetros – que também costumam ser racistas –, muitas meninas negras crescem com a autoestima abalada, em uma constante jornada para corrigir um suposto defeito catalogado pela sociedade. Mas como consertar um “defeito” que é sua própria condição física natural?

Para além das questões de autoestima e autoimagem, o racismo evidente no padrão liso do cabelo se desenrola em muitas outras faces da sociedade. Se ter sucesso profissional e bons relacionamentos interpessoais é um desafio quando a autoestima está vulnerável, o quadro se torna ainda pior devido aos obstáculos impostos socialmente nos mais diversos âmbitos culturais.

Cabelo e mercado de trabalho

A Lei 1905 de 24 de novembro de 1998 proíbe o uso da “boa aparência” como exigência para a admissão de novos funcionários ou como critério de seleção de empregados. Infelizmente, a prática passa longe da teoria e muitas agências de seleção de trabalhadores e empresas de recrutamento seguem os critérios da famigerada “boa aparência” na hora de contratar ou descartar candidatos às vagas de emprego. Mesmo nos casos em que a “boa aparência” não estampa os panfletos e notas de vagas abertas, não há nada que assegure o cumprimento da lei na hora de fazer a seleção – até porque os próprios empregadores podem dar muitas desculpas e justificativas para a rejeição de um candidato, quando na verdade o descarte ocorreu por discriminação e preconceito.

As mulheres negras brasileiras conhecem bem essa realidade – são incontáveis os casos do tipo que viraram notícia. Na maior parte das situações, as mulheres negras são rejeitadas pelo simples fato de serem negras, principalmente quando possuem mais pigmentação na pele, ou seja, quando são mais escuras. Por outro lado, mesmo as mulheres negras que possuem o tom de pele mais claro enfrentam a discriminação racista, sobretudo quando o cabelo entra em jogo.Um dos casos que ganhou mais notoriedade foi o da então estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, que foi vítima do racismo da “boa aparência” na instituição onde trabalhava, o Colégio Internacional Anhembi Morumbi.

Na época, a diretora do colégio causou constrangimento à Ester e chegou a pressioná-la para que alisasse seu cabelo crespo. Assim como Ester, muitas mulheres negras brasileiras precisam se submeter a humilhações similares, quando são obrigadas a alisar seus cabelos, abrindo mão de uma característica natural e importante para a autoestima: o cabelo que fortalece a negritude e, devido ao racismo, tem uma importância política fundamental.

O cabelo crespo como bandeira histórica

Fundado em 1966 na cidade de Oakland, Califórnia, o Partido dos Panteras Negras é até hoje mundialmente conhecido pela luta política contra o racismo levantada nos Estados Unidos. Entre muitas reivindicações e métodos de luta, as integrantes do grupo são aclamadas por mulheres negras de todo o mundo, que as enxergam como referências e inspirações para o movimento feminista negro atual.

Um dos destaques do grupo era protagonizado pelos cabelos naturais, propositalmente armados e sem cachos definidos; o que conhecemos comumente por “black power”. Ainda hoje, é possível assistir a vídeos em que ativistas do Panteras Negras falam a respeito de seus cabelos, como o vídeo disponível no youtube em que Kathleen Cleaver explica para a mídia o motivo de usar seus cabelos “daquele jeito”.

No vídeo Cleaver explica: “Esse irmão aqui, eu mesma, todos nós nascemos com nossos cabelos assim e simplesmente usamos desse jeito porque é natural. Você poderia dizer que a razão para isso é uma nova consciência entre as pessoas negras de que sua própria aparência física natural é bonita e agradável. Por tantos anos, nos disseram que apenas pessoas brancas eram atraentes, que somente cabelos lisos, olhos claros e pele clara eram bonitos, então as mulheres negras faziam de tudo – alisar seus cabelos, clarear a pele – para se parecerem o máximo possível com mulheres brancas. Isso mudou porque as pessoas negras estão conscientes. As pessoas brancas também estão, porque as pessoas brancas agora querem perucas naturais desse jeito. Você gosta? Não é bonito?”.

Nota-se que já em 1968 o assunto ganhava destaque e virava moda. Apesar disso, quanto dessa resistência permaneceu até os tempos atuais? No fim das contas, o movimento negro estadunidense e as feministas negras continuam lutando pela valorização do cabelo crespo e contra o racismo. Mesmo com todos os avanços e mobilizações coletivas, a estigmatização do cabelo crespo se mantém firme e dominante.

A beleza como ferramenta política

O movimento feminista vem lutando, há muitas décadas, contra a ideia de que as mulheres devem ser reduzidas ao papel de “musas” e sempre ter a aparência física como critério que se sobressai. A importância dessa demanda é assunto de um dos livros mais icônicos do feminismo: “O Mito da Beleza”, de Naomi Wolf, que fala exatamente sobre o peso da beleza sobre as mulheres e como o padrão de beleza acaba impedindo seu avanço coletivo e político.

Embora o livro permaneça, lamentavelmente, muito atual, há nuances mais complexas que merecem a atenção dos movimentos das mulheres, como por exemplo a questão racial. Na televisão, nas propagandas, revistas, no mundo da moda e até mesmo nos canais relacionados a beleza no Youtube, as mulheres consideradas mais bonitas, que ganham destaque, são quase sempre brancas e loiras. O padrão é muito direto e, literalmente, claro: para ser considerada bela, é preciso ter a pele clara, os cabelos lisos – ou ondulados como os da Gisele Bündchen – e os traços faciais finos e “delicados”. Ou seja, tudo o que a sociedade relaciona à negritude é excluido e considerado feio.

Por essa razão, quando o movimento feminista fala de beleza, deve ter cuidado para não acabar recaindo em pressupostos racistas, que generalizam a mulher branca como mulher universal. Afinal, a experiência da beleza varia de acordo com fatores como cor, textura do cabelo e até mesmo tipo físico. Se a mulher branca feminista busca se libertar da ideia de musa, as mulheres negras brasileiras ainda esperam pela oportunidade de serem consideradas referenciais de beleza.

Abigail Ekanola faz uso de um humor ácido e crítico na hora de derrubar ideias racistas, o que a torna muito querida por suas seguidoras nas redes sociais

Abigail Ekanola faz uso de um humor ácido e crítico na hora de derrubar ideias racistas, o que a torna muito querida por suas seguidoras nas redes sociais

Apesar dos mecanismos perversos utilizados pelo racismo, muitas mulheres negras, politizadas ou não, levantam a voz e lutam pela promoção e valorização da beleza negra feminina. Exibindo orgulhosamente seus cabelos naturais e denunciando a alarmante falta de cosméticos voltados para a pele negra e o cabelo crespo, muitas utilizam ferramentas online para propagar seus discursos e alcançar mais pessoas. Abigail Ekanola, estudante de Direito, é uma dessas mulheres negras que não poupa a fala na hora de denunciar o racismo e exaltar os cabelos crespos naturais. Em seu canal no Youtube, Abigail faz uso de um humor ácido e crítico na hora de derrubar ideias racistas, o que a torna muito querida por suas seguidoras nas redes sociais.

Sua experiência pessoal é exemplo para centenas de mulheres negras que enfrentam o racismo, assim como Ekanola, até mesmo no mundo dos vlogs sobre beleza. “Esse mundo de vídeos é muito vaidoso, muitas fazem vídeo pra chamar atenção, ganhar fama, mas meu objetivo é ajudar outras mulheres negras como eu a se sentirem bem consigo mesmas, saber que tem alguém para apoiá-las. O meu tom de pele é bem escuro e não tem muitas representantes negras com meu tom de pele no Youtube, na TV, nos filmes, só negros de pele mais clara. Sofri bastante com isso, até para encontrar base é difícil, é como se eu fosse “escura demais”, mas hoje sei que é o contrário: as pessoas que são racistas demais”, afirma.

Em um de seus vídeos mais visualizados, Ekanola responde uma pergunta frequente: “Por que você não alisa?”. Com tom assertivo, a youtuber lamenta pelas mulheres que ainda acham que seus cabelos são “ruins” e chama atenção para o fato de que, em muitos casos, o alisamento é quase uma sessão “sadomasoquista”, por causa do calor de aparelhos como chapinha e secador. Além desse fator, ela argumenta que o alisamento pode envolver gastos altíssimos – raciocínio apresentado no livro de Naomi Wolf, que aponta os gastos com a manutenção da beleza como uma forma de impedir o desenvolvimento financeiro das mulheres.

Fabiana Lima - Arquivo Pessoal

“Nesse processo perverso de estar fora do padrão de beleza capilar, obviamente, quanto mais encrespado o cabelo, mais estigmatizado ele será”, diz Fabiana Lima

Cabelo crespo x Cabelo cacheado

Há cerca de dois meses, a educadora Fabiana Lima, youtuber do canal Beleza de Preta, publicou um vídeo onde trata de um assunto polêmico: a hierarquização dos tipos de cabelos crespos e cacheados. No vídeo de mais de trinta minutos, Fabiana compartilha e-mails de seguidoras que se sentem mal por terem cabelos que não formam cachos definidos e questiona a mentalidade que promove os cachos como mais belos do que o crespo no estilo afro.

“Pensei em fazer o vídeo justamente porque recebo semanalmente pelo menos duas mensagens de mulheres angustiadas porque seus cabelos não formam cachos. Quis refletir sobre a roubada de ir contra a natureza dos nossos fios e o quanto isso tem a ver com a autoaceitação. Procurei dar um sentido mais amplo à beleza dos nossos fios. Mesmo sem formar cachos, é o fio que temos. Nesse sentido, não tem como ele ser feio. Nossa beleza capilar é totalmente diferente da beleza do cabelo liso ou cacheado, digo com cachos largos. Não tem como se propor deixar a química de alisamento sem se conscientizar disso e passar a amar os fios carapinhas como eles são”, explica Lima.

Questionada a respeito dessa separação entre os tipos de cabelo, Lima pontua que existe diferença, mas o racismo é responsável pela estigmatização de ambos. “Nesse processo perverso de estar fora do padrão de beleza capilar, obviamente, quanto mais encrespado o cabelo, mais estigmatizado ele será. É fácil observar isso entre blogueiras e youtubers de cabelos cacheados, crespos ou carapinhas”. Lima também salienta que, quanto mais largos os cachos, mais aceitos são os cabelos, pois além da diferença estética, há também diferenças na aceitação social das mulheres com cabelos crespos e cacheados.

No entanto, Abigail Ekanola salienta que essa diferenciação acompanhada da hierarquização vem de pessoas com cabelo liso, que rotulam um modo mais “aceitável” de cabelo crespo. “Nós que possuímos cabelo crespo não deveríamos ter tal atitude. Se procurarmos no dicionário, veremos que o cabelo cacheado também é crespo, mas, o crespo nem sempre é cacheado”.

Para Fabiana Lima, essa hierarquização é consequência do racismo, que é internalizado também por suas próprias vítimas. Por isso não é tão raro encontrar blogueiras do ramo de beleza que possuem o cabelo crespo, mas que debocham dos cabelos mais armados ou menos cacheados. “O racismo, conjunto de ideias e práticas que estabelecem relação de superioridade ou inferioridade entre diferentes grupos étnico-raciais, é responsável, no Brasil, por levar as pessoas a hierarquizar negativamente todos os traços fenotípicos negróides, incluindo os fios encarapinhados. Infelizmente no Brasil não temos uma reflexão ampla e aprofundada sobre as relações raciais e o racismo, por isso absurdos como uma blogueira de cabelo cacheado debochar de cabelos volumosos acontecem”. Além disso, Lima adiciona que não temos uma educação formal que dê conta dessas questões e, para piorar, a grande mídia reproduz, ainda que negue, as noções de “cabelo bom” e “cabelo ruim” – liso e carapinha, respectivamente.

No meio desse debate, é importante refletir sobre o desafio que é, para as mulheres de cabelo crespo, a transição do cabelo alisado artificialmente para os fios naturais. Se para as mulheres de cabelo cacheado esse resgate já é complicado e envolve períodos complexos de fortalecimento da autoestima, para quem cresce ouvindo que seu cabelo parece “bombril”, largar o alisamento e assumir o cabelo natural é um desafio ainda maior. Tanto Ekanola quanto Lima passaram por essa transição a partir do cabelo com tranças, o que pode ser uma mudança menos impactante.

“Desde os 15 anos de idade, eu convivia com mulheres do movimento negro e admirava demais não só os discursos, mas a estética delas, principalmente o cabelo, fosse dread lock ou estilo black power. Por isso, a minha angústia era outra: me questionava por que eu não usava o meu cabelo natural e continuava dependente de química de alisamento. Felizmente, no fim de 2006, aos 33 anos, eu tomei coragem, parei de fazer aquelas tranças e cortei a última parte com química do meu cabelo, deixando-o totalmente livre e natural”. Lima relata que nos primeiros 3 meses sentia insegurança, mas por outro lado também sentia muito orgulho de si própria por ter se libertado. “Aos poucos, fui tomando confiança e me sentindo cada vez mais livre, autêntica e feliz. Por isso mesmo, em julho de 2010, resolvi compartilhar esse meu orgulho em vídeos, criando o Canal Beleza de Preta”, relata Lima.

Ekanola avalia todo esse quadro como proveniente da necessidade de aceitação que muitas pessoas possuem: “quando a pessoa não se aceita, ela necessita ter alguém ‘pior’ que ela pra se sentir bem”. Para ela, a beleza é aquilo que agrada os olhos e não pode ser padronizada ou hierarquizada, pois não existe cabelo melhor ou pior que o outro, apenas diferente. “Vivemos em um país onde o padrão de beleza é o europeu e quanto mais próximo você estiver dele, mais bonito você é”, conclui.

Toda beleza negra deve ser politizada?

Karen Porfiro, Miss Minas Gerais 2014, é a candidata a Miss Brasil mais celebrada pelos movimentos de mulheres negras este ano. Isso acontece porque a representa de Minas Gerais possui o cabelo crespo e volumoso, de cachos muito pequenos, que sai quase completamente do padrão – até mesmo para os cabelos cacheados.

Embora reconheçam que concursos como o Miss Brasil sejam problemáticos e reforcem o papel decorativo feminino, reduzindo as mulheres à função de “serem bonitas”, as militantes negras destacam a presença de Karen Porfiro como, lamentavelmente, muito rara de se ver. E elas estão certas; afinal, mesmo entre as pouquíssimas concorrentes negras, os cabelos alisados ainda são claramente predominantes.

Em entrevista para o site oficial do concurso, a modelo fala a respeito da “polêmica” montada em torno de seu cabelo e afirma que sem ele não “seria ninguém” entre as outras candidatas. Porfiro questiona com indignação o padrão de beleza vigente no Brasil; para ela, a existência de um padrão de beleza, ainda por cima liso, é um absurdo, já que “um país de tantas raças” não deveria corroborar com ideias padronizantes.

Em sua página no Facebook, a miss recebe fotos de meninas com cabelos naturais e muito parecidos com o seu, todas afirmando o apoio e a torcida pela mineira, que parece ir muito além de uma mera participação em um concurso de beleza. Para essas garotinhas, a presença de Porfiro é uma possibilidade de aprenderem, desde cedo, que não são “mais feias” do que as mulheres de pele branca e cabelo liso. Por isso, as feministas negras comemoram a existência de Karen Porfiro e torcem para que seja vitoriosa.

Fabiana Lima, no entanto, chama atenção para o fato de que nem todas as mulheres negras que trabalham no ramo da beleza são politizadas ou falam a respeito do racismo. Para ela, essas mulheres, como blogueiras e youtubers, não devem, necessariamente, abordar os assuntos mais abertamente políticos. E explica porque: “Posicionar-me politicamente contra o racismo é uma questão da minha vida e de tantas outras mulheres negras comprometidas com isso. Sinceramente, não sei se toda mulher negra blogueira de beleza deve ter posicionamento político. Só acho que as que não têm ou se silenciam sobre isso dificilmente poderão se manter isentas por muito tempo”. Segundo Lima, uma hora ou outra uma contradição social gerada pelo racismo acabará aparecendo, fazendo com que muitas das meninas que tentam evitar assuntos polêmicos acabem sendo obrigadas a lidar com o racismo e a falar dele.

Apesar disso, a educadora faz questão de lançar críticas, embasada na sua própria atuação e tendo como exemplo o seu próprio trabalho no mundo dos cosméticos. “Enquanto não houver uma reformulação educacional profunda no nosso país, no intuito de lidar com as tensões sociais geradas pelo racismo, muitos negros e negras ainda vão achar que podem se isentar de refletir sobre essa angustiante questão. O trabalho é árduo, mas, ainda bem, alguma mudança já tem acontecido”.

Casos como o da miss Karen Porfiro e youtubers como Fabiana Lima e Abigail Ekanola já pavimentam um caminho ainda pouco trilhado. Beleza negra e política são assuntos inseparáveis, simplesmente porque mesmo com tantos anos de luta e protestos, a ideia de “beleza” continua sendo negada à negritude. Por isso, quando uma blogueira de cabelo crespo compartilha sua história pessoal e nomeia o racismo do alisamento capilar, mais passos são dados no sentido de uma sociedade mais igualitária. “É a única forma de sermos ouvidas, se os negros que têm alguma visibilidade na mídia abrissem suas bocas pra se manifestar contra o racismo e o machismo, nós evoluiríamos muito”, finaliza Ekanola.

O recado deixado por Fabiana Lima também é inspirador: “Quero para sempre na minha vida meus cabelos naturais e livres, vivo para promover a liberdade ou a libertação em todos os sentidos. Por isso, respeito até mesmo formas de pensar que não se parecem com as minhas, embora, por saber quem eu sou e como quero atuar no mundo, considere meus pares pessoas que comungam do meu engajamento para transformar todo o tipo de aprisionamento, principalmente o racial. A luta contra o racismo e pelo empoderamento da mulher negra é, para mim, um compromisso existencial”.

Se a mídia tem o poder de propagar padrões excludentes, as pessoas negras que estão inseridas nela podem colaborar para derrubar esses conceitos. A Miss Minas Gerais 2014 não nos deixa mentir: muitas vezes o simples fato de existir com toda sua exuberância negra é impactante o bastante.

Compartilhe

Deixe uma resposta