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22 de outubro de 2013, 14h41

Dilma pede desculpas a médico cubano hostilizado no Brasil

Ao sancionar a lei que institui o Mais Médicos, presidenta pediu desculpas, em nome do governo brasileiro, ao médico cubano Juan Delgado

Ao sancionar a lei que institui o Mais Médicos, presidenta pediu desculpas, em nome do governo brasileiro, ao médico cubano Juan Delgado Por Redação, com informações do Blog do Planalto Dilma cumprimenta Juan Delgado, na cerimônia de sanção do Mais Médicos (Roberto Stuckert Filho/PR) Ao sancionar nesta terça-feira (22) a lei que institui o Mais Médicos, a presidenta Dilma Rousseff fez uma homenagem aos profissionais estrangeiros que integram o programa. Em seu discurso, ela pediu desculpas, em nome do governo brasileiro, ao médico cubano Juan Delgado, hostilizado ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza em agosto deste ano. Na ocasião, o...

Ao sancionar a lei que institui o Mais Médicos, presidenta pediu desculpas, em nome do governo brasileiro, ao médico cubano Juan Delgado

Por Redação, com informações do Blog do Planalto

Dilma cumprimenta Juan Delgado, na cerimônia de sanção do Mais Médicos (Roberto Stuckert Filho/PR)

Ao sancionar nesta terça-feira (22) a lei que institui o Mais Médicos, a presidenta Dilma Rousseff fez uma homenagem aos profissionais estrangeiros que integram o programa. Em seu discurso, ela pediu desculpas, em nome do governo brasileiro, ao médico cubano Juan Delgado, hostilizado ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza em agosto deste ano. Na ocasião, o profissional foi vaiado e chamado de “escravo” por médicos do Ceará. A foto que retrata a chegada de Delgado circulou nas redes sociais e pode ser vista aqui.

“Quero cumprimentar o Juan não apenas pelo fato dele ter sofrido um imenso constrangimento quando chegou, e por isso, do ponto de vista pessoal e do governo, peço nossas desculpas a ele”, disse a presidenta. “Queria cumprimentar cada um dos médicos, eles representam muito bem a grande nação latino-americana. Por isso, quando nós olhamos é como se nós víssemos os brasileiros representados em cada um deles, como vejo todos os latinos, argentinos, salvadorenhos, cubanos, venezuelanos, equatorianos.”

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Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, realizada após o episódio no aeroporto, Delgado falou sobre os obstáculos que os profissionais cubanos terão que enfrentar nas áreas mais remotas do país. “O trabalho vai ser difícil, porque vamos a lugares onde nunca esteve um médico e a população vai precisar muito de nossa ajuda”, disse. “Vamos ocupar lugares onde eles não vão”, falou ainda, referindo-se à manifestação agressiva dos médicos cearenses.

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