16 de setembro de 2018, 17h42

Dilma responde matéria da Folha que a chama de autoritária: “autoritarismo é o golpe”

Candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff afirma que "nada tem de autoritário querer que as candidatas do PT e do PCdoB tivessem prioridade na ocupação do palco" de um ato de mulheres e não querer participar "da mesma chapa com notórios golpistas"

Dilma Rousseff divulgou uma nota onde rebate a afirmação de que seria autoritária por recusar a participação do MDB na chapa que disputa a eleição em Minas, conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria assinada pela jornalista Carolina Linhares diz que “Dilma é um entrave político para o PT mineiro pelo perfil autoritário” por não querer candidatos do MDB em sua coligação.

A matéria fala ainda sobre o estilo “duro” da presidente eleita, que em um ato de mulheres de sua campanha exigiu que todas as mulheres candidatas subissem ao palanque. “Ela ordena ao cerimonial que todas as candidatas mulheres, do PT e do PCdoB, sejam chamadas ao palanque. A ordem gera burburinho sobre como fazer todo mundo caber ali”, escreveu a jornalista.

“Parece que a repórter não entendeu o que significava um ato de mulheres que afirma e ressalta a importância da participação política das  mulheres”, rebate Dilma. E sobre não querer a participação do MDB na chapa, respondeu: “De fato, não cogito nem jamais cogitei participar da mesma chapa com notórios golpistas. É bom lembrar que toda a bancada de deputados federais do PMDB mineiro votou pelo meu impeachment e sabotou a democracia, em 2016.”

Leia a nota na íntegra:

A repórter Carolina Linhares, da Folha, relata como autoritária minha reação ao exigir a presença das candidatas mulheres no palco em um ato eleitoral, cujo objetivo era valorizar e empoderar justamente as mulheres candidatas. Nada tem de autoritário querer que as candidatas do PT e do PCdoB tivessem prioridade na ocupação do palco. Nada mais justo também exigir que as deputadas presentes Margarida Salomão e Marília Campos fizessem uso da palavra, pois, até a minha chegada não tinham previsão de fala. Parece que a repórter não entendeu o que significava um ato de mulheres que afirma e ressalta a importância da participação política das  mulheres.

Relata ainda como autoritária minha posição quanto à participação do PMDB mineiro na mesma chapa do PT que disputa as eleições deste ano. De fato, não cogito nem jamais cogitei participar da mesma chapa com notórios golpistas. É bom lembrar que toda a bancada de deputados federais do PMDB mineiro votou pelo meu impeachment e sabotou a democracia, em 2016. Na verdade, o autoritarismo é o golpe.  Não é nada autoritário recusar pedir votos para golpistas.

Em 7 de outubro, o povo brasileiro vai dar o troco à traição do PMDB e do PSDB à democracia. O jornalismo da grande mídia ainda há de fazer autocrítica e tratar de sua participação na criação do ambiente envenenado que resultou no meu afastamento da Presidência. Entre outras coisas, a mídia deve fazer autocrítica do seu autoritarismo e de sua prepotência quando externa preconceitos e não análises com fundamento.

Dilma Rousseff