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28 de fevereiro de 2019, 15h41

Dinheiro repassado a posto do presidente da Alesp chega a R$ 881 mil

Cauê e seu pai Vanderlei Macris (PSDB), deputado estadual e federal, respectivamente, transferiram a quantia para a empresa durante a campanha de 2018

Cauê Macris - Foto: Mauricio Garcia de Souza/Alesp
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB), terá de explicar por que o posto de gasolina de sua propriedade recebeu R$ 615 mil em cheques emitidos pela campanha do seu pai, o deputado federal Vanderlei Macris, também tucano, durante a eleição de 2018. De acordo com reportagem de Fabio Leite, para O Estado de S.Paulo, a quantia representa 47% do que Vanderlei conseguiu do fundo eleitoral, que é formado por dinheiro público, repassado pelo partido: R$ 1,3 milhão. A tática usada por Vanderlei é parecida com a do filho, com um volume de recursos maior. Cauê,...

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB), terá de explicar por que o posto de gasolina de sua propriedade recebeu R$ 615 mil em cheques emitidos pela campanha do seu pai, o deputado federal Vanderlei Macris, também tucano, durante a eleição de 2018.

De acordo com reportagem de Fabio Leite, para O Estado de S.Paulo, a quantia representa 47% do que Vanderlei conseguiu do fundo eleitoral, que é formado por dinheiro público, repassado pelo partido: R$ 1,3 milhão.

A tática usada por Vanderlei é parecida com a do filho, com um volume de recursos maior. Cauê, ainda segundo o Estado, repassou R$ 266 mil de sua campanha para a empresa Posto União de Limeira Ltda, da qual é sócio.

Ao todo, pai e filho repassaram juntos R$ 881 mil para o posto de combustível, que fica no km 134 da Rodovia Anhanguera, em Limeira, interior de São Paulo.

Sem declarar

Nenhum dos dois declarou a empresa como fornecedora de suas campanhas. A alegação é que ela foi intermediária dos pagamentos a cabos eleitorais.

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O deputado federal, em nota, repetiu a versão do filho de que fez uso da empresa para “facilitar o pagamento dos cabos eleitorais” e que “utilizou de maneira totalmente transparente e legal o Posto União de Limeira para descontar cheques e garantir a agilidade do pagamento dos trabalhadores de campanha”.

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