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07 de junho de 2019, 22h55

Diretor de “Marighella”, Wagner Moura teme voltar ao Brasil por tensões políticas

“Eu estava preparado para o filme polarizar as pessoas e para as críticas, mas não estava preparado para nossos distribuidores não terem coragem de lançar o filme”, declarou o ator, que está na Austrália para divulgar a produção sobre o guerrilheiro

Foto: Reprodução/Youtube
O ator e ativista político Wagner Moura revelou, em entrevista ao The Daily Telegraph, que a situação política atual do Brasil está fazendo com que ele tema por sua segurança. “Pela primeira vez na vida, senti que poderia estar em perigo”, disse. Wagner está em Sydney, na Austrália, para divulgar no festival de cinema local o filme “Marighella”, sua estreia como diretor. As tensões políticas em tempos de Bolsonaro atingiram seu filme. Apesar de ser muito elogiado pela crítica, “Marighella” ainda não tem data marcada para ser lançado no Brasil. Durante a entrevista, o ator confirmou que a produção é...

O ator e ativista político Wagner Moura revelou, em entrevista ao The Daily Telegraph, que a situação política atual do Brasil está fazendo com que ele tema por sua segurança. “Pela primeira vez na vida, senti que poderia estar em perigo”, disse.

Wagner está em Sydney, na Austrália, para divulgar no festival de cinema local o filme “Marighella”, sua estreia como diretor.

As tensões políticas em tempos de Bolsonaro atingiram seu filme. Apesar de ser muito elogiado pela crítica, “Marighella” ainda não tem data marcada para ser lançado no Brasil.

Durante a entrevista, o ator confirmou que a produção é considerada uma “ameaça” para os distribuidores de filmes brasileiros, pois “tem uma conexão clara” com a atual situação política nacional.

Coragem

“Eu estava preparado para o filme polarizar as pessoas e para as críticas, mas não estava preparado para nossos distribuidores não terem coragem de lançar o filme”, declarou.

“Sempre que vou ao Rio ou a São Paulo, tenho que tomar cuidado. É de partir o coração”. No entanto, apesar da situação, Wagner garante que não deixará suas preocupações em relação à segurança impedi-lo de voltar ao país, mas disse que isso pode mudar se “as coisas aumentarem ainda mais”.

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