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29 de Abril de 2017, 15h20

Diversidade cultural marca o início do 8º Fórum Social Panamazônico

Ao som de ‘Fora Temer’, a delegação brasileira lembrou a Greve Geral que paralisou todo o país na sexta-feira Por Agência Pulsar  Cores, rostos e sotaques da América Latina marcaram o ato de abertura do oitavo Fórum Social Panamazônico (FOSPA), em Tarapoto, no Peru, na última sexta-feira (28). Os nove países que fazem parte da […]

Ao som de ‘Fora Temer’, a delegação brasileira lembrou a Greve Geral que paralisou todo o país na sexta-feira

Por Agência Pulsar 

Cores, rostos e sotaques da América Latina marcaram o ato de abertura do oitavo Fórum Social Panamazônico (FOSPA), em Tarapoto, no Peru, na última sexta-feira (28). Os nove países que fazem parte da Amazônia uniram suas vozes, cultura e identidade em defesa da maior floresta tropical do mundo.

Cerca de 2 mil pessoas caminharam pelas ruas da cidade peruana gritando palavras de ordem como ‘a selva não se vende, a selva se defende’ e ‘vamos ao chamado do bosque’.  Os manifestantes também carregavam faixas e cartazes com dizeres repudiando as empresas extrativistas que exploram os recursos naturais na Amazônia e denunciando o impacto causado pelos megaempreendimentos na floresta.

Ao som de ‘Fora Temer’, a delegação brasileira lembrou a Greve Geral que paralisou todo o país na sexta-feira. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Amapá, Geovane Granjeiro, ressaltou a importância do Brasil unir a sua luta com a de outros povos e destacou as dificuldades enfrentadas pelo Amapá.

Ainda no Brasil, Maria Helena, do coletivo Mulheres do Xingu, de Altamira do Xingu, no Pará, acredita que o Fórum será um espaço para denunciar os impactos gerados na cidade pela Hidrelétrica de Belo Monte.Segundo ela, o megaprojeto ‘inchou’ a cidade causando o aumento da prostituição, do tráfico de mulheres e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Na pluralidade de bandeiras e sotaques, a Pulsar encontrou o peruano Antônio Zambrano, presidente do Movimento Ciudadano frente al Cambio Climático (MOCICC). A organização surgiu em 2008 e busca incidir na política local e internacional contra as mudanças climáticas. Zambrano apontou a necessidade urgente de encontrar alternativas para problemas que tem causado grande dano à Amazônia, como é o caso dos megaprojetos e da agricultura invasiva.

A marcha chamou a atenção dos  moradores e comerciantes de Tarapoto que demonstravam sinais de apoio ao movimento. O ato seguiu até a Universidade de São Martín, sede do FOSPA. O Fórum Social Panamazônico ocorre até o dia primeiro de maio. A programação completa do encontro está disponível no sitewww.forosocialpanamazonico.com.

Foto: Daliany Justino