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09 de junho de 2018, 08h48

Documentos comprovam uso de dinheiro vivo para pagar obra de filha de Temer

Um dos fornecedores presta depoimento e liga depósito de R$ 56.500,00 a um contrato assinado por Maristela Temer

Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas A Polícia Federal tem em seu poder documentos que atestam a utilização de dinheiro vivo no pagamento das obras de reforma da residência da filha Michel Temer, Maristela Temer. De acordo com reportagem de Camila Mattoso, da Folha de S.Paulo, um fornecedor prestou depoimento no qual liga um depósito bancário no valor de R$ 56.500,00 em espécie a um contrato assinado por ela. Além disso, mostrou um extrato, que comprova a operação. A quantia equivaleria à primeira parcela de uma prestação de serviço da obra do imóvel de Maristela. O fornecedor diz, ainda, que o pagamento...

Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas

A Polícia Federal tem em seu poder documentos que atestam a utilização de dinheiro vivo no pagamento das obras de reforma da residência da filha Michel Temer, Maristela Temer. De acordo com reportagem de Camila Mattoso, da Folha de S.Paulo, um fornecedor prestou depoimento no qual liga um depósito bancário no valor de R$ 56.500,00 em espécie a um contrato assinado por ela. Além disso, mostrou um extrato, que comprova a operação. A quantia equivaleria à primeira parcela de uma prestação de serviço da obra do imóvel de Maristela.

O fornecedor diz, ainda, que o pagamento em dinheiro foi registrado a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, esposa do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer e suspeito de ser intermediário de propinas para o emedebista. A documentação foi entregue à PF por Antonio Carlos Pinto Júnior. Ele é dono da Qualifac, Fac Comércio de Acabamentos Ltda, um dos fornecedores para a obra de Maristela.
A Polícia Federal suspeita de que Temer tenha lavado dinheiro de propina por meio de reformas em imóveis de familiares em operações imobiliárias em nome de terceiros, com o objetivo de esconder bens.

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A situação do emedebista piora, na medida em que outros fornecedores da obra já declararam terem recebido em dinheiro vivo de Maria Rita, mas o extrato é o primeiro documento que comprova essa prática.

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