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16 de agosto de 2018, 09h01

Documentos do governo suíço indicam que filha de Serra teria operado caixa 2

"Em 2006 e 2007 [...] foram doados R$ 4,5 milhões, valores históricos que correspondiam a 1,6 milhão de euros para a campanha de José Serra ao governo do estado”, disse delator da Odebrecht

José Serra. Foto: Agência Senado
De acordo com matéria do G1 publicada nesta quinta-feira (16), o governo da Suíça enviou documentos que reforçam suspeitas de caixa dois na campanha do senador José Serra (PSDB) ao governo de São Paulo, em 2006. Em um email de novembro de 2007, a filha de José Serra, Verônica Allende Serra, autoriza a substituição do administrador de uma conta do banco suíço Arner, a conta Firenze 3026. Essa conta, segundo os documentos enviados pelo governo suíço, pertencia a uma empresa offshore do Panamá, a Dormunt International Inc. Quando a conta foi criada, Veronica Serra recebeu uma procuração para gerenciar os...

De acordo com matéria do G1 publicada nesta quinta-feira (16), o governo da Suíça enviou documentos que reforçam suspeitas de caixa dois na campanha do senador José Serra (PSDB) ao governo de São Paulo, em 2006.

Em um email de novembro de 2007, a filha de José Serra, Verônica Allende Serra, autoriza a substituição do administrador de uma conta do banco suíço Arner, a conta Firenze 3026.

Essa conta, segundo os documentos enviados pelo governo suíço, pertencia a uma empresa offshore do Panamá, a Dormunt International Inc. Quando a conta foi criada, Veronica Serra recebeu uma procuração para gerenciar os recursos. O passaporte dela está entre os documentos vinculados à conta.

Os documentos, que chegaram ao Brasil no fim de julho, abrem espaço para que as investigações sobre a suspeita de caixa dois continuem, segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge,

O inquérito que investiga Serra está no STF, mas a PGR solicitou que seja remetido para a Justiça Federal de São Paulo porque os atos investigados não têm relação com o mandato de senador.

Procurado, o senador José Serra declarou que rejeita a possibilidade de haver qualquer ilegalidade envolvendo o nome da filha. Disse ainda que jamais recebeu vantagem indevida ao longo da carreira política e que espera que o caso seja esclarecido para evitar que prosperem acusações falsas.

Verônica serra declarou que não faria comentários por não ter ciência dos documentos e dos pretensos fatos, mas disse que considera injustiça e equívoco a menção ao nome dela.

O delator da Odebrecht, Pedro Novis, que já ocupou a presidência da empresa, detalhou em depoimento os supostos repasses a José Serra:

“Em 2006 e 2007 […] foram doados R$ 4,5 milhões, valores históricos que correspondiam a 1,6 milhão de euros para a campanha de José Serra ao governo do estado. Em 2006, era a própria campanha, e em 2007 [houve] uma nova solicitação que ele fez para quitar dividas da campanha. E os pagamentos foram realizados entre junho e dezembro de 2006 e entre julho e outubro de 2007 por meio de depósitos em contas correntes bancárias no exterior”, disse Novis.

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