06 de novembro de 2018, 09h11

Dois anos após dizer que “jamais entraria para a política”, Moro afirma que “jamais” disputará eleição

De férias, o juiz - que já é sondado tanto para uma vaga no STF quanto para disputar a Presidência em 2022 - afirmou que aceitou a “oportunidade de uma posição de poder em Brasília” para não “ficar esperando”.

Foto: Montagem
Dois anos após dizer, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que “jamais entraria para a política”, o juiz Sérgio Moro, que aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para comandar um superministério da Justiça, disse, em palestra na noite desta segunda-feira (5), que não pretende “jamais disputar um cargo eletivo”. De férias, Moro – que já é sondado tanto para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto para disputar a Presidência do Brasil em 2022 – afirmou que aceitou a “oportunidade de uma posição de poder em Brasília” para não “ficar esperando”. “Não ficar esperando...

Dois anos após dizer, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que “jamais entraria para a política”, o juiz Sérgio Moro, que aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para comandar um superministério da Justiça, disse, em palestra na noite desta segunda-feira (5), que não pretende “jamais disputar um cargo eletivo”.

De férias, Moro – que já é sondado tanto para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto para disputar a Presidência do Brasil em 2022 – afirmou que aceitou a “oportunidade de uma posição de poder em Brasília” para não “ficar esperando”.

“Não ficar esperando o dia em que a boa sorte da operação Lava Jato e do juiz Moro iria acabar. Não ficar mais correndo atrás de possíveis retrocessos. Não ficar mais na expectativa de que o fim desse bom trabalho havia chegado ao fim. Nós podemos, ao invés de ter o retrocesso, avançar”, disse na palestra de 45 minutos realizada em Curitiba, segundo informações da Folha de S.Paulo.

O juiz, que responde a pelo menos quatro representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse que aceitou o convite para afastar uma série de “receios infundados” sobre o futuro governo Bolsonaro e que pretende ser um político “técnico” à frente do Ministério.

“Eu confesso que o meu objetivo não é me tornar propriamente um político no sentido de perseguir cargos eletivos, mas penas realizar um trabalho técnico dentro do Ministério”, ressaltou, dizendo que vai procurar o diálogo com as demais instituições, principalmente o Legislativo.