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25 de março de 2019, 08h28

Doleiro que teria repassado dinheiro para Eliseu Padilha é encontrado morto no RS

Antônio Cláudio Albernaz, o Tonico, teria relatado a entrega de R$ 1 milhão a um homem, a partir da senha “Angorá” – codinome relacionado a Moreira Franco, detido na mesma operação que prendeu Michel Temer na semana passada

Moreira, Temer e Padilha, no detalhe, o doleiro Antonio Albernaz, encontrado morto (Montagem)
Preso duas vezes, o doleiro Antônio Claudio Albermaz Cordeiro foi encontrado morto dentro de sua casa, em Porto Alegre (RS), na tarde de domingo (24), conforme informações da rádio GaúchaZH. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da morte. Por enquanto, a principal hipótese é de suicídio. Em 2018, Tonico – como era conhecido – foi preso pela Operação “Câmbio Desligo” e, de acordo com a Globo News, confirmou que realizava operações escusas pela Odebrecht. Delatores aponta que o doleiro teria repassado R$ 1 milhão em espécie em favor de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil no governo de Michel...

Preso duas vezes, o doleiro Antônio Claudio Albermaz Cordeiro foi encontrado morto dentro de sua casa, em Porto Alegre (RS), na tarde de domingo (24), conforme informações da rádio GaúchaZH. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da morte. Por enquanto, a principal hipótese é de suicídio.

Em 2018, Tonico – como era conhecido – foi preso pela Operação “Câmbio Desligo” e, de acordo com a Globo News, confirmou que realizava operações escusas pela Odebrecht.

Delatores aponta que o doleiro teria repassado R$ 1 milhão em espécie em favor de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil no governo de Michel Temer, preso pela Lava Jato na última quinta-feira (21).

Tonico contou ainda que, em 2014, recebeu um senhor na faixa de 60 anos, alto e totalmente grisalho, para retirar o dinheiro. O homem não teria se identificado; apenas dito a senha “Angorá” – codinome atribuído a Padilha e ao ex-ministro Moreira Franco, também detido na semana passada.

A prisão preventiva do doleiro, em 2018, foi revertida dois dias depois pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2016, ele já havia sido preso na 26ª Fase da Lava-Jato, batizada de Xepa.

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