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01 de maio de 2018, 15h11

Doria culpa moradores e diz que prédio que desabou abrigava “facção criminosa”

O pré-candidato ao governo de São Paulo, na ânsia de culpar os sem-teto pela tragédia, até mesmo se esqueceu de falar sobre as vítimas e, depois de um tempo, convocou repórteres novamente para "complementar" sua fala e prestar "solidariedade"

Doria. Foto: Divulgação/ Campanha Dória
O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado, João Doria (PSDB), falou nesta terça-feira (1) sobre o prédio que desabou em chamas no centro da capital paulista. Ele da 25ª Agrishow – feira do agronegócio – em Ribeirão Preto quando resolveu falar sobre a tragédia. Sua primeira fala, no entanto, só deu conta de responsabilizar os moradores do prédio pelo incêndio e desabamento, sem citar as perdas das famílias ou as possíveis vítimas. “A solução é evitar as invasões, o prédio foi invadido, e parte dela por uma facção criminosa”, disse, complementando ainda que o local funcionava...

O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado, João Doria (PSDB), falou nesta terça-feira (1) sobre o prédio que desabou em chamas no centro da capital paulista. Ele da 25ª Agrishow – feira do agronegócio – em Ribeirão Preto quando resolveu falar sobre a tragédia. Sua primeira fala, no entanto, só deu conta de responsabilizar os moradores do prédio pelo incêndio e desabamento, sem citar as perdas das famílias ou as possíveis vítimas.

“A solução é evitar as invasões, o prédio foi invadido, e parte dela por uma facção criminosa”, disse, complementando ainda que o local funcionava como “um centro de distribuição de drogas” e que sua gestão na prefeitura de São Paulo tentou, sem sucesso, desocupar o prédio.

Somente alguns minutos depois que o ex-prefeito percebeu sua falta de sensibilidade e convocou os repórteres novamente para “complementar” sua fala e dizer que presta “solidariedade às famílias desabrigadas”.

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Equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros ainda trabalham no local, que fica no Largo do Paissandú. O incêndio que culminou no desabamento começou por volta das 3h da manhã e as causas ainda são desconhecidas. No prédio, que pertence à União estava há anos sem utilidade pública, viviam mais de 50 famílias sem-teto que pertenciam a um movimento social. As informações dos Bombeiros é que ao menos três pessoas ainda estão desaparecidas. As buscas por sobreviventes seguem.

Doações

Equipes públicas, outras ocupações e sociedade civil estão se organizando para receber doações que serão encaminhadas aos desabrigados. Alimentos e água são os itens mais urgentes, mas as famílias também estão precisando de cobertores, colchões e roupas.

Até o momento, foram organizados os seguintes pontos de doação:

  • Ocupação Mauá: Rua Mauá 340
  • Paróquia Santa Ifigênia: Rua Santa Ifigênia, 30
  • Hospital da Cruz Vermelha: Av. Moreira Guimarães, 699
  • Ocupação Luana Barbosa: Rua Dr Augusto Miranda, 22
  •  Igreja do Largo do Paissandú, em frente a Galeria do Rock

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