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03 de abril de 2019, 07h35

Doria faz terrorismo e diz que sem reforma haverá “caos, impondo aos mais pobres a perda de empregos”

Doria ainda determinou guinada à direita do PSDB, dizendo que a sigla "pode e deve" ser mais liberal na economia

Doria usa camiseta Bolsodoria na campanha 2018 (Arquivo)
De olho na sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), fez terrorismo pela aprovação da reforma da Previdência em entrevista a Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (4) da Folha de S.Paulo. “A inflexão do Brasil será sem a reforma da Previdência e com a reforma da Previdência. Sem: caos econômico e social, impondo aos mais pobres a perda de empregos e o empobrecimento das ações sociais de municípios, estados e do governo federal. Ninguém escapa. Todos mergulharão no caos. Todos, sem exceção”, aterrorizou Doria. Na entrevista, Doria falou que o PSDB deve se...

De olho na sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), fez terrorismo pela aprovação da reforma da Previdência em entrevista a Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (4) da Folha de S.Paulo.

“A inflexão do Brasil será sem a reforma da Previdência e com a reforma da Previdência. Sem: caos econômico e social, impondo aos mais pobres a perda de empregos e o empobrecimento das ações sociais de municípios, estados e do governo federal. Ninguém escapa. Todos mergulharão no caos. Todos, sem exceção”, aterrorizou Doria.

Na entrevista, Doria falou que o PSDB deve se descolar de vez da “esquerda”, deixando de ser um partido de “centro-esquerda” para ser de “centro” e falou que tem conversado com Jair Bolsonaro. Em Israel, Bolsonaro disse que Doria quer marcar um jantar para sexta-feira (5), um dia após o capitão encontrar o ex-governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

Doria falou que o PSDB é “liberal na economia”, mas “pode e deve ser mais”.

“(O PSDB) Tem que ter capacidade de diálogo com a esquerda e com a direita, mas com sentimento liberal do ponto de vista econômico, apoiando a livre iniciativa, a desestatização. Para isso, não é preciso desrespeitar nem condenar o passado do PSDB. Agora, a interpretação de hoje é diferente daquela do passado. Por óbvio. O Brasil mudou, está em uma outra sintonia. O mundo mudou também. O partido tem que estar sintonizado com as perspectivas de hoje. O PSDB deverá deixar de ser um partido de centro-esquerda para ser de centro”, disse.

Veja também:  Fórum Sindical: O fantasma do desemprego volta a assombrar o Brasil

Leia a entrevista na íntegra.

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