16 de agosto de 2018, 22h42

SP: Doria leva torcida para o debate e relembra Maluf com “Rota na rua”

O tucano, que abandonou a prefeitura para se candidatar ao governo do estado, começou o debate com um discurso malufista de "polícia na rua e bandido na cadeia" e ainda levou uma plateia de assessores para aplaudi-lo, mas foi desmascarado por Marinho (PT) e Lisete (PSOL)

João Doria. Reprodução/Band

O ex-prefeito João Doria, candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PSDB, abriu o debate da Band na noite desta quinta-feira (16) com uma fala que lembra os discursos do também ex-prefeito Paulo Maluf.

Perguntado sobre o que faria com relação aos altos índices de violência no estado, Doria afirmou que vai ampliar a quantidade de batalhões da Polícia Militar, melhorar a remuneração dos policiais e colocar a Rota – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – nas ruas.

“Serão 17 novos batalhões no padrão Rota. E todo mundo sabe que com Rota não se brinca”, disse, disparando ainda um jargão populista: “Polícia na rua e bandido na cadeia”. Ao final de sua fala, foi aplaudido pela “torcida” que levou para o estúdio da Band.

Logo na sequência, no entanto, Doria foi desmascarado por Luiz Marinho (PT) e Lisete Arelaro (PSOL).

“O PSDB governa o estado há 24 anos. Não fez isso ao longo de 24 anos e vai fazer isso agora?”, questionou o petista, ressaltando ainda que o PSDB “destruiu a Polícia Civil”.

“Vocês ouviram aqui agora o candidato que abandonou São Paulo e não cumpriu o mandato (…) A política que é adotada no estado de São Paulo é um equívoco. Temos a polícia que mais mata e a que mais morre”, completou Lisete.

Marcelo Cândido, candidato do PDT, também desmentiu Doria. Ele perguntou ao tucano qual a importância, no âmbito da saúde, das políticas preventivas de segurança alimentar. O tucano caiu na pegadinha e começou a discursar sobre programas que encampou enquanto prefeito, como o “Doutor Saúde” e o “Corujão da Saúde”, este último alvo de um relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) que apontava uma série de irregularidades.

Cândido, então, rebateu: “Não respondeu a minha pergunta. O Doria ofereceu farinata para as crianças, ração humana”.