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13 de dezembro de 2013, 13h56

Drone dos EUA mata 15 pessoas num comboio de casamento no Iêmen

Um comboio de convidados para um casamento foi atingido pelo ataque aéreo, que deveria bombardear membros da Al-Qaeda

Um comboio de convidados para um casamento foi atingido pelo ataque aéreo que, segundo oficial americano, deveria bombardear membros da Al-Qaeda

Por Redação

O bombardeio aconteceu na cidade Radda, capital da província iemenita de Bayda (Wikimedia Commons)

Um ataque aéreo realizado por um drone dos Estados Unidos na quinta-feira (12) matou, segundo a Agência Reuters, 15 pessoas. As vítimas do atentado do governo dos EUA  eram convidadas de um casamento e estavam em um comboio, o que teria confundido os drones com membros da Al-Qaeda.

“Um ataque aéreo errou o alvo e acertou um carro de um comboio de casamento. 10 pessoas morreram na hora e outras cinco, feridas, morreram depois no hospital”, disse um oficial de segurança dos EUA, de acordo com o G1. O atentado deixou carros em chamas e corpos carbonizados espalhados pelo local, segundo fontes iemenitas. O bombardeio aconteceu na cidade Radda, capital da província iemenita de Bayda. O comboio estava a caminho de Qaifa.

Desde 2011, o governo dos Estados Unidos intensificou o uso de drones (aviões de ataque não-tripulados) no Iêmen para atacar a Al-Qaeda. No início de 2013, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, justificou os atentados, mesmo sem provas, como forma de combater o terrorismo: “Eles são necessários para mitigar as ameaças reais em curso, deter conspirações, prevenir ataques e salvar vidas norte-americanas”.

Não existem critérios claros da seleção dos ataques realizados pelos aviões dirigidos por controle remoto. Mas o porta-voz garantiu que o governo dos EUA “toma com muito cuidado a decisão de perseguir um terrorista de Al-Qaeda, para garantir a precisão e evitar a perda de vidas inocentes”.

Em fevereiro, os ataques por drones dos EUA já haviam totalizado 4.700 mortos.