Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

18 de março de 2019, 15h01

“É imperioso descobrir quem foram os mandantes”, defende Deborah Duprat sobre caso Marielle

Assassinatos da vereadora do PSOL e do motorista completaram um ano na semana passada. Alguns deputados vestiram camiseta com a pergunta: 'Quem mandou matar Marielle?'

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Para a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, é imperioso que a investigação em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, identifique quem foram os mandantes. Semana passada o crime completou um ano. Nesta segunda-feira (18) a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em homenagem às vítimas dessa tragédia.

“Não podemos ter um crime tão sério contra a democracia, como este que vitimou Marielle e Anderson, e nos contentarmos em chegarmos apenas aos executores”, disse Duprat ao blog. Para ela “é absolutamente imperioso se descobrir quem foram os mandantes porque isso talvez nos diga algo sobre o nosso momento atual”.

Sobre a federalização das investigações, Duprat mostrou-se contra e elogiou a atuação do Ministério Público do Rio de Janeiro ao chegar aos executores de maneira eficiente por meio da utilização de moderno aparato tecnológico.

“A federalização é uma ilusão porque se nada foi acompanhado pela Polícia Federal, não é possível que agora ela consiga alguma eficiência, salvo se alguma coisa investigada que permanece no arquivo ainda não foi revelada. Fora isso acho que temos que tonar as investigações estaduais mais eficientes”, defendeu.

Um ano após a tragédia que consternou o Brasil, duas pessoas foram detidas semana passada suspeitas do assassinato da vereadora: Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar é suspeito de ser o autor dos disparos, e Élcio Vieira de Queiroz, ex-sargento da PM (foi expulso da corporação) e acusado de dirigir o automóvel de onde os tiros partiram.

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