30 de novembro de 2018, 10h32

Economia cresce 0,8% no trimestre. Acumulado do ano é de 1,1%

Os governos Dilma só registraram PIB acima dos 2% e, para os grandes veículos de comunicação do país, o resultado era um “pibinho”

Crescimento pífio. Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 0,8% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (30). A pequena melhora se deve muito mais ao fraco desempenho da economia nos meses anteriores do que ao resultado propriamente dito.

É a maior taxa nessa comparação desde o primeiro trimestre de 2017, quando o PIB cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) subiu 1,3%. Em valores atuais, o PIB totalizou R$ 1,716 trilhão.

 “Pibinho”

Foto: Reprodução

O resultado do PIB neste trimestre tem sido tratado pela mídia tradicional como “crescimento moderado” e até mesmo “retomada do crescimento”. Os governos Dilma só registraram PIB acima dos 2% e, para os grandes veículos de comunicação do país, o resultado era um “pibinho”.

1,1% no acumulado do ano

No acumulado em 2018, a economia cresceu 1,1%, segundo o IBGE. Indústria (0,9%) e serviços (1,4%) cresceram, enquanto a agropecuária caiu 0,3%.

No acumulado dos quatro trimestres encerrados em setembro, a alta do PIB é de 1,4%

A previsão do governo é que a economia brasileira termine o ano com uma expansão de 1,4%, em linha com o que esperam economistas do mercado.

No início do ano, antes da paralisação dos caminhoneiros, ocorrida em maio, os economistas previam que o crescimento poderia encostar nos 3%.​

Resultado esperado

O resultado veio igual ao esperado pela maior parte dos analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg. A percepção, segundo o Instituto Fiscal Independente, do Senado, é que a recuperação segue em ritmo moderado.

O trimestre, a agropecuária teve crescimento de 0,7%, e a indústria, 0,4%. Os serviços cresceram 0,5% e, segundo o IBGE, puxaram o PIB.

“Apesar de a agropecuária ter apresentado o maior crescimento, foram os serviços que mais influenciaram a taxa, já que são o setor de maior peso no PIB”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

A pesquisadora destacou ainda o crescimento do comércio, alinhado ao aumento do consumo das famílias. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o setor de serviços ganhou 1,2%, com alta dos ramos imobiliário, de transporte e do comércio, dentre outros.

Economistas preveem PIB de 1,39% neste ano

As expectativas de analistas para este ano são de alta de 1,39% no PIB, conforme o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta semana. A previsão oficial do governo, que já foi de crescimento de quase 3% no começo do ano, agora é de 1,4%.

O que entra na conta do PIB?

O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. Os dados consideram a metodologia atualizada do cálculo.

Com informações do UOL


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