09 de dezembro de 2018, 16h08

Economista prevê nova crise: “Está próxima e será muito pior que a de 2008”

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Tim Lee afirma: “É mais uma crise no mercado de crédito corporativo e no mercado de ações. Há sinais de alertas. Vamos ter uma crise, e não deve estar muito longe agora”

Tim Lee, economista e fundador da consultoria pi Economics, fez previsões nada animadoras para o futuro. Em entrevista à Danielle Brant, da Folha de S.Paulo, ele disse que a nova crise econômica está próxima e deve ser provocada pelo elevado endividamento das empresas em um cenário de juros altos. Além disso, segundo Lee, os bancos centrais terão poucos instrumentos para evitar danos nas economias mundiais.

“É mais uma crise no mercado de crédito corporativo e no mercado de ações. Há sinais de alertas. Vamos ter uma crise, e não deve estar muito longe agora”, afirma.

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“A crise de 2007 a 2009 foi majoritariamente uma crise bancária. Os bancos agora, de uma maneira geral, estão mais fortes. Não será uma crise bancária, mas uma crise no mercado de crédito corporativo e no mercado de ações”, acrescenta Lee.

Para ele, a crise deve ser pior do que a anterior, pelos poucos instrumentos que os bancos centrais têm à disposição após dez anos de tentativa de estabilização econômica.

O economista aponta países da Europa que, em sua opinião, estão mais frágeis em relação à questão. “Considero que Espanha e Portugal estão piores. A Grécia está um pouco protegida. A Espanha tem uma grande dívida. Os bancos espanhóis estão muito expostos. A Itália também tem grande endividamento”.

Em relação ao Brasil, Lee afirma: “Muitas empresas brasileiras tomaram dinheiro emprestado em dólar. O Brasil manteve os juros elevados, mas eles caíram nos últimos anos. Assim, o país tem uma proteção em comparação a outros emergentes porque está indo na direção contrária de boa parte do resto do mundo, onde os juros estão subindo. Os juros já subiram nos Estados Unidos e na maioria dos emergentes. Na Turquia, a alta foi absurda”.

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