29 de abril de 2018, 11h55

Editorial do Estadão justifica atentado ao acampamento de Lula dizendo que PT estimulou confronto durante 30 anos

De acordo com o jornal, “aguerrida militância (do PT) fez da raiva sua principal ferramenta política, justificando os atentados"

O editorial “A Hora da Conciliação”, do jornal O Estado de São Paulo, publicado neste domingo (29), procura culpar o PT pelo atentado contra o acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, que feriu duas pessoas. Para o jornalão paulistano, o discurso de ódio é decorrente da atuação do partido ao longo dos últimos trinta anos.

“Os brasileiros passaram os últimos 30 anos sendo instigados ao confronto. Não por acaso, esse período coincide com a formação e a consolidação do Partido dos Trabalhadores, cuja aguerrida militância fez da raiva sua principal ferramenta política, impossibilitando qualquer forma de diálogo com quem não fosse petista. Tal indisposição democrática gerou os esperados frutos, na forma de um antipetismo igualmente feroz e intolerante.”

O jornal ainda insinua apoio ao programa “Escola sem Partido”, quando acusa salas de aulas de escolas e universidade de terem sido transformadas em “bunkers”. O texto vai ainda mais longe e relembra casos de radicalização recentes de agentes de extrema direita em museus e salas de espetáculo, sempre justificados, de acordo com o jornal, pela radicalização do PT.

“O diálogo e o bom senso encontram-se interditados. Salas de aula de escolas e universidades foram transformadas em bunkers de uma imaginária ‘resistência’ contra o avanço dos ‘fascistas’, que é como muitos professores e alunos que se dizem ‘progressistas’ qualificam quem não aceita a revelação petista. Essa atmosfera se espraiou por salas de teatro e museus, gerando previsível reação, muitas vezes violenta, dos radicais antipetistas.”