04 de dezembro de 2018, 12h05

Edson Fachin, do STF, autoriza abertura de investigação de Caixa 2 de Onyx Lorenzoni

No ano passado, o deputado já havia confessado ter recebido da empresa R$ 100 mil na campanha de 2014, que não foi declarado à Justiça. Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro disse que Lorenzoni “já admitiu e pediu desculpas” sobre este valor recebido via caixa dois.

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) o Ministério Público Federal a investigar o pagamento de caixa 2 do Grupo J&F – que comanda a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista – ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS), futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. As informações são do Portal J, via Twitter.

Com a decisão de Fachin, o MPF vai fazer uma análise preliminar para avaliar se há indícios que justifiquem a abertura de inquérito ou outras providências. Delatores relataram dois repasses: um de R$ 100 mil, em 2014, e outro de R$ 100 mil, em 2012.

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Reportagem de Rubens Valente e Fábio Fabrini, na edição do dia 14 de novembro na Folha de S.Paulo, revela que Onyx Lorenzoni (DEM/RS), teria recebido um segundo repasse da JBS, no valor de R$ 100 mil, via caixa dois na campanha de 2012. O valor consta em uma planilha entregue por delatores da JBS à Procuradoria Geral da República (PGR).

No ano passado, o deputado já havia confessado ter recebido da empresa R$ 100 mil na campanha de 2014, que não foi declarado à Justiça. Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro disse que Lorenzoni “já admitiu e pediu desculpas” sobre este valor recebido via caixa dois.

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