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24 de maio de 2018, 11h07

Eduardo Cardozo lamenta prisão de Eduardo Azeredo e aponta violação constitucional

A declaração de Cardozo contrasta com o silêncio dos tucanos e, até mesmo, com a aquiescência de Alckmin

A coluna de Mônica Bergamo informa que o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo lamentou a prisão de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Para ele, houve a violação do princípio constitucional da presunção da inocência: “A prisão de alguém, mesmo quando devida, nunca deve ser comemorada. Mas se realizada com a violação do princípio constitucional da presunção de inocência, deve ser sempre recebida com grande frustração humanística.” A declaração de Cardoso contrasta com o silêncio dos tucanos. A maioria deles não se manifestou sobre a prisão do correligionário, nem a favor e nem contra. E quando se manifestou, como no caso do ex-governador de...

A coluna de Mônica Bergamo informa que o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo lamentou a prisão de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Para ele, houve a violação do princípio constitucional da presunção da inocência:

“A prisão de alguém, mesmo quando devida, nunca deve ser comemorada. Mas se realizada com a violação do princípio constitucional da presunção de inocência, deve ser sempre recebida com grande frustração humanística.”

A declaração de Cardoso contrasta com o silêncio dos tucanos. A maioria deles não se manifestou sobre a prisão do correligionário, nem a favor e nem contra. E quando se manifestou, como no caso do ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin, em sabatina para a Folha, UOL e SBT, nesta quarta-feira (24), foi para referendar, tanto o processo quanto a prisão em segunda instância.

Após dizer que não é advogado e nem leu o processo, Alckmin disse: “Decisão judicial se cumpre. Garante o direito de defesa e respeita a decisão judicial. Ela tem que ser para todo mundo. [Azeredo] Vai cumprir a decisão judicial”.

Indagado também sobre a demora no trâmite da ação contra Azeredo – 11 anos – o pré-candidato tucano reconheceu que o Brasil tem um histórico de morosidade por causa da quantidade de recursos. Para ele, a questão é institucional e se busca corrigi-la.

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Alckmin também afirmou apoiar a prisão imediata do condenado após o esgotamento dos recursos na segunda instância da Justiça. Ao contrário, disse, os tribunais de Justiça serão um “órgão de passagem” e não terão efeito prático.

 

 

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