08 de dezembro de 2015, 18h39

Eduardo Cunha corta microfones de deputados e TV Câmara deixa trechos da sessão sem áudio

O presidente da Câmara impôs uma votação secreta e deputados o acusam se evitar o debate na sessão que vai formar a comissão que analisará o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma

Da Redação

Com os microfones para a manifestação dos parlamentares cortados e sem áudio na transmissão da TV Câmara durante alguns momentos mais tensos, o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) avança nesta terça-feira (8/12) na votação secreta da formação da comissão que deve analisar o pedido de cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT). Na confusão entre deputados contrários e favoráveis ao impeachment, algumas urnas chegaram a ser danificadas.

Contrário às atitudes de Cunha, Chico Alencar (PSOL-RJ) se manifestou contra a votação secreta e a falta de discussão sobre as regras da sessão. “Eduardo Cunha tenta aplicar o voto secreto para a eleição da comissão especial que analisará o impeachment. Não houve a mínima discussão sobre o método de votação. Entendemos que o voto aberto é regra, cabendo o secreto apenas quando há previsão expressa para tal, garantindo a transparência do Congresso”, afirmou o parlamentar do PSOL nas redes sociais.

O PSOL e a Rede fazem parte da chapa oficial formada para analisar o pedido de cassação. Partidos favoráveis ao impechment, como o DEM e o PSDB, formaram uma chapa avulsa para disputar a formação da comissão. Apesar dos protestos, a votação não foi interrompida.

A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), também protestou nas redes contra a forma como a sessão está sendo presidida. “Eduardo Cunha quer impor o golpismo à força agora no Plenário da Câmara. Sessão vergonhosa patrocinada por sua presidência, que mancha a História do país e da instituição”, criticou, também pela internet.