17 de maio de 2018, 19h38

Efeito Bolsonaro: Alckmin diz que vai facilitar porte de arma no campo

Com um desempenho pífio nas pesquisas de intenção de voto, tucano resolveu recorrer ao discurso populista do porte de arma para angariar uma parcela do eleitorado de Jair Bolsonaro, segundo colocado nos levantamentos e, assim, propor uma intensificação do massacre de trabalhadores no campo

Alckmin. Foto: Sérgio Vale/Secom
O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), deu uma declaração nesta quinta-feira (17) que mostra uma inflexão em seu discurso diante do desempenho pífio que vem apresentando em pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou, em uma coletiva de imprensa em São Paulo, que pretende facilitar o porte de arma no campo, em uma clara tentativa de conquistar eleitores, principalmente do setor rural, que apoiam o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) principalmente por conta desse tipo de pauta. “Claro que porte de arma pode ter, na área rural, até deve ser facilitado. Porque as pessoas estão...

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), deu uma declaração nesta quinta-feira (17) que mostra uma inflexão em seu discurso diante do desempenho pífio que vem apresentando em pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou, em uma coletiva de imprensa em São Paulo, que pretende facilitar o porte de arma no campo, em uma clara tentativa de conquistar eleitores, principalmente do setor rural, que apoiam o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) principalmente por conta desse tipo de pauta.

“Claro que porte de arma pode ter, na área rural, até deve ser facilitado. Porque as pessoas estão mais distantes. Se mora isolado, fica alvo fácil. No agro hoje, as coisas são caras, equipamentos têm valores impressionantes. Então você atrai quadrilha”, afirmou.

A declaração de Alckmin vem em meio a um verdadeiro massacre daqueles que lutam por direitos no campo. Somente no ano passado, de acordo com a Pastoral da Terra, 65 trabalhadores sem-terra foram assassinados por pistoleiros a mando de donos de terra – número mais alto já registrado desde 2003.

Com relação às comparações com Bolsonaro, no entanto, Alckmin minimizou. “Vamos estudar tudo isso com detalhes. Não quero entrar nessa miudeza eleitoral. Precisamos verificar com seriedade. Ele [Bolsonaro] defenda lá as teses dele”.