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22 de agosto de 2016, 10h18

El País defende eleições antecipadas em editorial

Versão brasileira de um dos jornais mais influentes da Espanha afirma que o Brasil segue para um cenário de incertezas, na contramão do país que “há poucos anos estava destinado a ser o líder indiscutível da América do Sul”.

Versão brasileira de um dos jornais mais influentes da Espanha afirma que o Brasil segue para um cenário de incertezas, na contramão do país que “há poucos anos estava destinado a ser o líder indiscutível da América do Sul” Por Redação O editorial publicado pela versão brasileira do jornal El País aponta como solução para a crise política novas eleições presidenciais antecipadas, mas admite que as chances são baixas agora que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff está próximo de ser concluído. Para o veículo, a petista errou em esperar tanto para falar em eleições, uma vez que o seu vice e...

Versão brasileira de um dos jornais mais influentes da Espanha afirma que o Brasil segue para um cenário de incertezas, na contramão do país que “há poucos anos estava destinado a ser o líder indiscutível da América do Sul”

Por Redação

O editorial publicado pela versão brasileira do jornal El País aponta como solução para a crise política novas eleições presidenciais antecipadas, mas admite que as chances são baixas agora que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff está próximo de ser concluído.

Para o veículo, a petista errou em esperar tanto para falar em eleições, uma vez que o seu vice e atual presidente interino, Michel Temer, também conta com baixa popularidade nas pesquisas. De acordo com o texto, a decisão sobre o rumo da presidência deve retornar ao povo, pois cerca de 62% dos brasileiros apoiam o novo pleito.

O editorial sinaliza que com o fim da “trégua dos Jogos Olímpicos”, as denúncias contra Temer, por se beneficiar em subornos relacionados à Petrobras, e o provável afastamento de Dilma após a votação final do processo que começará no dia 25, o Brasil segue para incertezas, na contramão do país que “há poucos anos estava destinado a ser o líder indiscutível da América do Sul”.

A reflexão do jornal insiste que a decisão seja tomada pela população, ainda que para tanto a Constituição precise ter aspectos revistos: “Em uma situação assim, e diante da gravidade do resfriamento da economia, os dois lados, esquerda e direita, deveriam se esforçar para defender conjuntamente o bem do país. E isso passa por voltar a ouvir o povo, mesmo que não esteja na Constituição”, conclui.

Foto: Fotomontagem/Jornal GGN

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