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23 de outubro de 2018, 00h52

“Ele não está falando com um moleque”, diz Haddad sobre Bolsonaro

Ambos os candidatos à presidência deram entrevista ao 'Conexão Repórter', do SBT; no mesmo programa, Bolsonaro reafirmou que o torturador Ustra "prestou um grande serviço ao Brasil"

Reprodução/SBT
Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, veiculada pelo programa ‘Conexão Repórter’, do SBT, na noite desta segunda-feira (22), o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) voltou a elogiar o ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais torturadores do período da ditadura militar. “Ustra prestou um grande serviço ao Brasil. Ele fez parte de um momento da história. Ele interrogava as pessoas”, minimizou o capitão da reserva, que ainda afirmou que não existe crime de ódio no país e que a maioria da população LGBT o apoia. “Essas minorias tem a parte ativista que destoa da grande maioria. O pessoal...

Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, veiculada pelo programa ‘Conexão Repórter’, do SBT, na noite desta segunda-feira (22), o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) voltou a elogiar o ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais torturadores do período da ditadura militar.

“Ustra prestou um grande serviço ao Brasil. Ele fez parte de um momento da história. Ele interrogava as pessoas”, minimizou o capitão da reserva, que ainda afirmou que não existe crime de ódio no país e que a maioria da população LGBT o apoia.

“Essas minorias tem a parte ativista que destoa da grande maioria. O pessoal LGBT, a maioria vota em mim”, arriscou.  “Vamos acabar com essa historia de luta de classes no Brasil”, concluiu.

Já Fernando Haddad, também em entrevista ao mesmo programa, criticou os elogios que Bolsonaro faz à tortura e sua postura que incita o ódio.

“Meu adversário defendeu tortura, estupro, ditadura, xingou o cardeal de São Paulo (…) Bolsonaro é um deputado que em 28 anos não entregou nada para o país. Nunca pediu desculpa por nada que falou. Disse que nordestino come capim”, lembrou, e prosseguiu: “Ontem ele disse que a oposição ia ter que ir ou para a cadeia ou para o estrangeiro. A gente vive em democracia há tantos anos, como vamos acreditar em uma pessoa desequilibrada?”.

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Em outro momento da entrevista, Haddad voltou a falar sobre a relação de Bolsonaro com a tortura e a ditadura. “Ele disse que o erro da ditadura foi ter só torturado, e não matado. Veja bem, mulheres torturadas chegavam a ser estupradas. Uma mente doentia como essa passa como chefe de família respeitável”, pontuou.

Sobre o fato de Bolsonaro e sua equipe disseminarem fake news sobre ele, muitas delas com ofensas pessoais, e ainda se recusar a participar de debates, Haddad disparou: “Ele não está falando com um moleque. Está acostumado a falar com moleque”.

 

 

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