Em 11 dias, Miruna Genoino arrecada 90 mil reais para lançar livro sobre o pai | Revista Fórum
11 de novembro de 2016, 21h00

Em 11 dias, Miruna Genoino arrecada 90 mil reais para lançar livro sobre o pai

Mais de 1,3 mil pessoas já contribuíram no financiamento coletivo aberto pela filha de José Genoino. A obra “Felicidade Fechada” irá contar os momentos vividos pela família do ex-presidente do PT, que “ficou preso injustamente por conta de sua condenação na Ação Penal 470”

Mais de 1,3 mil pessoas já contribuíram no financiamento coletivo aberto pela filha de José Genoino. A obra “Felicidade Fechada” irá contar os momentos vividos pela família do ex-presidente do PT, que “ficou preso injustamente por conta de sua condenação na Ação Penal 470”

Da Redação

Miruna, ao lado do pai, em foto de 2006 (Arquivo pessoal)

Miruna, ao lado do pai, em foto de 2006 (Arquivo pessoal)

O financiamento coletivo aberto por Miruna Genoino já ultrapassou a meta de arrecadação e o livro “Felicidade Fechada” deverá ser lançado. O objetivo era juntar R$ 87.500, mas a seis dias do término da campanha, o valor já foi superado.

Segundo Miruna, a obra será “sobre a vida de uma família que sempre acompanhou com orgulho a trajetória, os sacrifícios, os desafios, de José Genoino, e que precisou se unir diante das muitas dificuldades: solidão, medo, abandono, tristeza, e que com isso, acabou encontrando amizade, solidariedade, generosidade e força para enfrentar com dignidade a injusta execração pública”.

O nome “Felicidade Fechada” foi criado por Paula, filha de Miruna e neta de Genoino. “Porque o Vôvi [José Genoino] é a nossa felicidade, e ele ficou lá preso, fechado, então a nossa felicidade estava fechada”, disse a menina ao saber que a mãe estava escrevendo um livro sobre o avô.

Em entrevista à Fórum, Miruna explicou que com o livro buscará passar a seguinte mensagem: “Vamos olhar para além das manchetes, vamos cavar até achar a verdade para além dos estereótipos, vamos recontar histórias que só estão sendo passadas por um único lado”. Para ela, seu pai foi sim “um preso político”. E foram duas vezes em sua vida: “Primeiro na época da ditadura militar e depois neste processo da ação penal 470. A implicação disso para o que vivemos hoje é por um lado direta, pois com ele reiniciou-se o período de criminalização da política, e por outro, desdobramentos, como tornar juízes figuras de destaque na mídia, algo a meu ver muito perigoso para uma sociedade democrática”.

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