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29 de novembro de 2018, 13h05

Em acordo com MP, CCR relata doação ilegal de R$ 44,6 mi a Serra, Alckmin e Kassab

Por ser concessionária de serviço público, a CCR é proibida por lei de fazer doações a partidos

(Foto: Daniel Guimarães / Governo do Estado de São Paulo)
Executivos da CCR, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, vão anunciar o fechamento de um acordo de delação premiada nesta quinta (29), no qual a empresa relata ter doado R$ 44,6 milhões, em valores corrigidos, para o caixa dois de vários políticos de São Paulo. Entre os políticos, segundo apurou a Folha, estão o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador José Serra (PSDB-SP) e o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), futuro chefe da Casa Civil do governador João Doria (PSDB). Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais Por ser concessionária de serviço...

Executivos da CCR, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, vão anunciar o fechamento de um acordo de delação premiada nesta quinta (29), no qual a empresa relata ter doado R$ 44,6 milhões, em valores corrigidos, para o caixa dois de vários políticos de São Paulo.

Entre os políticos, segundo apurou a Folha, estão o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador José Serra (PSDB-SP) e o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), futuro chefe da Casa Civil do governador João Doria (PSDB).

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Por ser concessionária de serviço público, a CCR, que atua no mercado de concessões de estradas, metrôs e aeroportos, é proibida por lei de fazer doações a partidos.

Para se livrar de processos que teria de responder, a empresa pagará uma multa de R$ 81,5 milhões para o governo paulista e destinará R$ 17 milhões para a construção da biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

A doação via caixa dois visava conquistar a simpatia dos políticos para os pleitos da CCR junto ao governo, segundo declarações de executivos da CCR feita ao promotor José Carlos Blat, que negociou o acordo.

Veja também:  De Dallas, Bolsonaro desafia MP para defender Flávio: "Venham pra cima de mim"

Nenhum dos executivos falou em contrapartida do governo para as doações, o que poderia caracterizar corrupção, um crime muito mais grave do que o caixa dois.

Se a Promotoria encontrar provas de que houve corrupção, o acordo será desfeito.

Leia a matéria completa na Folha

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