29 de junho de 2018, 09h19

Em anúncio de candidatura ao Senado, Dilma diz que não vai dar moleza à imprensa

“Não pensem vocês que eu aceito aquelas condições que impuseram à Manuela. Não aceito que aquilo seja chamado de imprensa livre, num país decente como o nosso”, disse Dilma

Em entrevista, na noite desta quinta-feira (28), em Belo Horizonte, a presidenta deposta Dilma Rousseff disse, rodeada de jornalistas, que não vai dar moleza para a imprensa, “por que a imprensa pactuou com o meu golpe”.

Ela disse ainda: “Hoje dizem que não participaram dele, mas não pensem que eu esqueci, que eu não esqueci não. Eu sei perfeitamente como se deu esse processo no Brasil. Eu sei a campanha misógina e machista que fizeram contra mim”, disse.

Dilma disse ainda, se referindo aos jornalistas: “Vocês são meus amigos, os donos dos jornais e dos órgãos para os quais vocês trabalham não são”. Ao ser perguntada sobre o que significa a declaração “não dar moleza”, Dilma respondeu: “Não pensem vocês que eu aceito aquelas condições que impuseram à Manuela. Não aceito que aquilo seja chamado de imprensa livre, num país decente como o nosso”, se referindo à forma como a candidata Manuela D’Ávilla foi tratada no programam Roda Viva, da TV Cultura.

Ao final diante da pergunta se depois do desgaste do impeachment, acreditava que poderia ser eleita por Minas Gerais, Dilma disse que “quem tem que acreditar nisso não sou eu, é o povo de Minas”, e encerrou citando a canção “Para Lennon e McCartney”, de Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant: “Eu sou do mundo, eu sou Minas Gerais”.