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04 de maio de 2019, 11h23

Em coluna de estreia na Folha, Haddad afirma que estamos diante de ataque a premissas do humanismo

Sobre estes ataques Haddad listou: “Armar a população, desqualificar a universidade pública, defender a submissão das mulheres e dos afrodescendentes, estimular a humilhação da comunidade LGBT”, entre outros

Foto: Reprodução
Em sua coluna de estreia na Folha de S.Paulo, deste sábado (4), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou sobre o novo governo que não estamos “diante de um mero ajuste fiscal, nem da adoção de um projeto liberal contra o tal ‘marxismo cultural’, mas do ataque a algumas das premissas do próprio humanismo”, sentenciou. Sobre os ataques a que ele se referiu estão listados: “Armar a população, desqualificar a universidade pública, defender a submissão das mulheres e dos afrodescendentes, estimular a humilhação da comunidade LGBT, ameaçar as artes e a ciência, lançar suspeitas sobre professoras, entregar patrimônio público ao setor privado, enaltecer...

Em sua coluna de estreia na Folha de S.Paulo, deste sábado (4), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou sobre o novo governo que não estamos “diante de um mero ajuste fiscal, nem da adoção de um projeto liberal contra o tal ‘marxismo cultural’, mas do ataque a algumas das premissas do próprio humanismo”, sentenciou.

Sobre os ataques a que ele se referiu estão listados: “Armar a população, desqualificar a universidade pública, defender a submissão das mulheres e dos afrodescendentes, estimular a humilhação da comunidade LGBT, ameaçar as artes e a ciência, lançar suspeitas sobre professoras, entregar patrimônio público ao setor privado, enaltecer ditadores, cultivar a intolerância internacional e desrespeitar o meio ambiente”.

Haddad discorreu também sobre a contradição inerente ao jornalismo que, segundo ele, “pretende comunicar o parcial com imparcialidade; o que não é possível, pois nenhum recorte pode ser neutro, por carregar, implícita ou explicitamente, interesses e visões próprias”, disse.

O ex-candidato à presidência disse ainda que a sua coluna semanal “vai procurar apenas atenuar estas circunstâncias paradoxais, não se atendo às discussões sobre o tipo de ‘modelo’ que o atual governo de forma confusa parece querer patrocinar”, afirmou.

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Para ele, “a democracia exige oposição. O que é saudável e necessita ser visto até pelos apoiadores do governo como um direito legítimo de contar com forças sociais que ampliam o repertório para testar convicções, a depender da qualidade dos argumentos”.

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