04 de agosto de 2018, 13h58

Em convenção nacional, PT oficializa candidatura de Lula à presidência

Líder absoluto em todas as pesquisas de intenções de voto, o ex-presidente Lula enviou uma carta, lida por Sergio Mamberti: "Rasgaram a Constituição com o golpe e agora querem fazer uma eleição de caratas marcadas"

(Foto: Paulo Pinto)

O Encontro Nacional do PT, realizado neste sábado (4), em São Paulo, oficializou o registro da candidatura do ex-presidente Lula à presidência da República. Centenas de pessoas participaram do evento, entre dirigentes, lideranças dos movimentos sociais e militância de todo o Brasil.

“Lula, que foi arbitrariamente preso, continua liderando todas as pesquisas na corrida eleitoral deste ano de 2018, o que deixa claro que sua prisão foi motivada por razões políticas, sem nenhuma prova apresentada para tirá-lo da disputa”, disse a presidenta do PT, Gleisi Hoffamann.

Dilma Rousseff fez um discurso onde saudou todas as candidaturas do PT e disse que será candidata a senadora por MG,  junto com o PT e todos os partidos da esquerda popular e democrática, e lutará pela liberdade do ex-presidente. “O povo brasileiro quer Lula presidente.”

O ator Sergio Mamberti leu, emocionado, um recado do ex-presidente que está preso desde 7 de abril em Curitiba. “Esta é primeira vez em 38 anos que não participo de um encontro nacional de nosso partido, mas sei que estou presente em cada militante e companheiro”, escreveu Lula.

Na carta, o ex-presidente lembrou a fundação do partido: “Nascemos das bases, da classe trabalhadora, nunca nos afastamos do povo, chegamos ao poder pelo voto e transformamos o Brasil”. Lula ainda destacou os avanços nos governos petistas, como a redução da miséria e da fome, a ampliação do acesso à água e à universidade. “Coisas que parecem simples a países civilizados.”

O ex-presidente disse na carta que, infelizmente, hoje o povo está sofrendo, milhões de trabalhadores desistiram de procurar emprego e o país está sendo vendido. “Nossa democracia está ameaçada. Derrubaram uma presidenta eleita e querem tirar o direito do povo escolher o presidente.”

Assista à convenção