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24 de setembro de 2018, 20h11

Em conversa com blogueiros, Haddad diz: “Nós inauguramos em 2014 as eleições em três turnos”. Vídeo

Candidato do PT à presidência afirma que o projeto da extrema direita coloca em risco muito coisa e que as pessoas estão apreensivas

Foto: Reprodução/Vídeo O candidato à presidência da República Fernando Haddad, da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/PROS), afirmou que o atual cenário político brasileiro só acontece em momentos de interregno histórico. Em resposta ao editor da Fórum, Renato Rovai, que questionou   ele pretende governar, em um cenário tão prejudicado por um projeto de extrema direita como o de Jair Bolsonaro, Haddad disse que a classe dominante não tem uma unidade. “Tem muita gente envergonhada com isso. O fato é que as pessoas já estão apreensivas. Uma parte expressiva da sociedade, que tem mais informação, pressente que esse projeto pode...

Foto: Reprodução/Vídeo

O candidato à presidência da República Fernando Haddad, da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/PROS), afirmou que o atual cenário político brasileiro só acontece em momentos de interregno histórico. Em resposta ao editor da Fórum, Renato Rovai, que questionou   ele pretende governar, em um cenário tão prejudicado por um projeto de extrema direita como o de Jair Bolsonaro, Haddad disse que a classe dominante não tem uma unidade.

“Tem muita gente envergonhada com isso. O fato é que as pessoas já estão apreensivas. Uma parte expressiva da sociedade, que tem mais informação, pressente que esse projeto pode dar muito errado. Basta ver o que ocorreu recentemente, com a revista ‘The Economit’, publicando matéria de capa quase dando um puxão de orelhas no Brasil, questionando que projeto é esse. O presidente do Supremo Tribunal Federal teve de aparecer na mídia afirmando que quem ganhar a eleição vai mesmo assumir. Isso não é mais óbvio no Brasil. Nós inauguramos em 2014 as eleições em três turnos, o que coloca em risco muita coisa”, destacou, em referência ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. A entrevista foi realizada durante conversa com blogueiros, na tarde desta segunda-feira (24), em São Paulo.

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Antipetismo

“O antipetismo existe desde 1980. Ouço boatos a respeito do presidente Lula desde 1980, sobre tudo, família, patrimônio, tudo. Isso acontece porque ele é indesejável pera a elite. Eles não contavam, não fazia parte do roteiro da história, que um pau-de-arara chegasse aqui, se transformasse em presidente da República e saísse com 86% de aprovação”, analisou.

Em relação à dificuldade de se enfrentar os problemas nacionais, Haddad ressaltou: “Eu não iria ser político na Suécia. No Brasil, sim, pois é um desafio de ter a oportunidade de mudar o país. A crise talvez tenha sido boa para que fosse necessário observar determinadas coisas, como o cenário do Brasil na época de Lula. Às vezes, nós só valorizamos uma coisa quando a perdemos. Por isso, é importante observar o legado de Lula e do PT”.

Esforço

Haddad também ressaltou que o processo de construção democrática não é natural, é fruto de muito esforço. “Acredito nos fundamentos do Brasil, mas sem menosprezar o tamanho do desafio”. E lembrou, se referindo a como deve lidar com os problemas, em caso de vitória nas eleições: “É preciso pensar em duas dimensões: há a dimensão programática, que é o documento de campanha que foi registrado, o qual nós estudamos muito, inclusive sobre a questão da comunicação. E há a questão institucional, pois precisamos fortalecer as instituições. Os poderes as República estão fragilizados, especialmente quem partidarizou o combate à corrupção”.

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Acompanhe a íntegra da entrevista de Fernando Haddad a blogueiros:

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