28 de setembro de 2018, 11h14

Em debate, candidatas à vice-presidência concordam que é preciso mais mulheres na política

Elas participam do debate Mulheres na Política, realizado pela Locomotiva e El País e apoiado pelo Ibmec e ONU Mulheres, e mostraram convergência sobre o assunto

Giorgia Cavichinolli

As candidatas à vice-presidência do País participam nesta sexta-feira (28) do debate Mulheres na Política, realizado pela Locomotiva e El País e apoiado pelo Ibmec e ONU Mulheres, e mostraram convergência quando o assunto é a necessidade de mais mulheres na política para trazer maior representatividade para o eleitorado feminino. Na primeira questão, todas elas concordaram e aumentar o número de políticas no legislativo e no executivo.

A candidata Manuela D’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT), afirmou que as divergências das mulheres faz com que possamos avançar no debate e afirmou que não é possível retroceder em nenhum direito das mulheres. “Já temos poucos”, disse ela. “Nós mulheres trabalhamos mais e somos menor remuneradas”, afirmou. Segundo ela, é preciso fazer uma retomada de agenda progressista para o Brasil. Assim, seria possível avançar em direitos para as mulheres trabalhadoras.

De acordo com Sônia Guajajara (PSol), vice de Guilherme Boulos (PSol), esse é um momento muito importante da história para que as mulheres mostrem seu posicionamento e para discutir o que é importante. “Estou aqui como a primeira mulher indígena a estar concorrendo em uma chapa presidencial”, disse ela afirmando que ainda existe uma falta muito grande da presença indígena nos espaços de poder. “Estamos aqui para superar isso. Essa ausência da diversidade”, concluiu.

De acordo com Ana Amélia (PP), vice de Geraldo Alckmin (PSDB), essas eleições mostram uma hora crucial para as mulheres do País. Segundo ela, só o empoderamento da mulher e o que chamou de “sensibilidade feminina” é capaz de entender essa agenda de mulheres. Ela citou o desequilíbrio entre salários e a insignificante presença das mulheres no parlamento. Porém, ela se mostrou otimista com o pleito deste ano. “Essa eleição está mostrando uma novidade: quatro candidatas à vice.” Além disso, Ana Amélia também citou o problema da violência contra a mulher como algo “vergonhoso” e disse que essa é “a maior doença que temos no País”.

Em seguida, Kátia Abreu (PDT) vice de Ciro Gomes (PDT), chamou a atenção para a mudança que pautas que ela observa durante seus anos na política. Ela falou que, quando ela começou na vida política, a grande demanda eram medicamentos, depois vieram os botijões de gás e hoje vieram as bandeiras que modificaram para causas mais amplas. Hoje, segundo ela, existe uma grande demanda das mulheres e ela vê isso com bons olhos: “Antes tarde do que nunca”. Kátia acredita que não será possível retroceder “em nada” com relação aos direitos das mulheres.