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28 de setembro de 2018, 12h12

Em debate, Sônia Guajajara diz que Estado precisa oferecer atendimento para quem quer abortar

Segundo ela, "ninguém é a favor do aborto", mas é preciso garantir o direito à vida das mulheres

Sônia Guajajara. Foto: Giorgia Cavicchioli
Durante o debate com candidatas à vice, promovido pelo El País e Instituto Locomotiva, realizado nesta sexta-feira (28), a candidata Sônia Guajajara, vice de Guilherme Boulos (Psol), questionada a respeito do aborto disse: “ninguém é a favor do aborto”, mas é preciso garantir o direito à vida das mulheres. Ela diz que é preciso que as mulheres morram e continuem sendo presas por conta de abortos que são criminalizados. De acordo com Sônia, quem tem dinheiro consegue fazer o aborto clandestinamente e, quem é pobre, morre por não ter condições de realizar o procedimento de maneira segura. “O Estado tem...

Durante o debate com candidatas à vice, promovido pelo El País e Instituto Locomotiva, realizado nesta sexta-feira (28), a candidata Sônia Guajajara, vice de Guilherme Boulos (Psol), questionada a respeito do aborto disse: “ninguém é a favor do aborto”, mas é preciso garantir o direito à vida das mulheres. Ela diz que é preciso que as mulheres morram e continuem sendo presas por conta de abortos que são criminalizados.

De acordo com Sônia, quem tem dinheiro consegue fazer o aborto clandestinamente e, quem é pobre, morre por não ter condições de realizar o procedimento de maneira segura. “O Estado tem obrigação de oferecer atendimento público e de qualidade para as mulheres [que precisam abortar]”, disse.

Em resposta à Sônia, Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin, afirmou que é a favor do aborto apenas em casos que já são definidos pela Justiça e que defende penas “educativas” para as mulheres que abortam e não a prisão. Nesse momento, Ana foi vaiada por algumas pessoas que estavam na plateia.

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