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11 de junho de 2019, 06h35

Em editoriais, Folha e Estadão abandonam Moro e sugerem renúncia

A cortesia e o pretenso heroísmo com que o ex-juiz Sergio Moro foi tratado durante anos pelos grandes jornais do Brasil já é página virada

Moro visita o Complexo Penitenciário de Chapecó, em Manaus (Foto:Isaac Amorim/MJSP)
A cortesia e o pretenso heroísmo com que o ex-juiz Sergio Moro foi tratado durante anos pelos grandes jornais do Brasil já é página virada. Após a divulgação das das conversas que mostram o conluio do hoje ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL) com procuradores da Lava Jato, em especial Deltan Dallagnol, a Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo colocam Moro no limbo e, em editoriais, falam em renúncia da pasta, que assumiu há pouco mais de seis meses. Leia também Após vazamentos, Gilmar Mendes devolve pedido de habeas corpus de Lula para 2ª Turma do STF...

A cortesia e o pretenso heroísmo com que o ex-juiz Sergio Moro foi tratado durante anos pelos grandes jornais do Brasil já é página virada. Após a divulgação das das conversas que mostram o conluio do hoje ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL) com procuradores da Lava Jato, em especial Deltan Dallagnol, a Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo colocam Moro no limbo e, em editoriais, falam em renúncia da pasta, que assumiu há pouco mais de seis meses.

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O Estadão diz que “causou compreensível estupefação o conteúdo” das conversas, que indicam uma “uma relação totalmente inadequada – e talvez ilegal – entre o magistrado e os procuradores da República, com implicações políticas e jurídicas ainda difíceis de mensurar”.

“Fariam bem o ministro e os procuradores envolvidos nesse escândalo, o primeiro, se renunciasse e, os outros, se se afastassem da força-tarefa, até que tudo se elucidasse”, opina o jornal.

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Já a Folha de S.Paulo, diz que as “mensagens oriundas de ato ilícito mostram comportamento às raias da promiscuidade”.

“Não é forçando limites da lei que se debela a corrupção. Quando o devido processo não é estritamente seguido, só a delinquência vence”, afirma o texto, intitulado “Pelo devido processo”, ressaltando que não é de hoje que quem acompanha os meios jurídico e político observa a relação promíscua entre Moro e investigadores da Lava Jato.

“Trechos de mensagens privadas divulgados pelo site The Intercept sugerem que o juiz nem sempre observou a equidistância entre acusação e defesa. Deu dicas de estratégia processual aos procuradores sob o comando de Deltan Dallagnol, repassou-lhes o nome de um possível denunciante e cobrou-lhes pelo estio de operações policiais”, destaca o editorial da Folha.

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