11 de janeiro de 2019, 10h06

Em editorial, New York Times afirma que um fatídico ano se inicia no Brasil com Bolsonaro

O jornal ressalta que as ações do militar “foram uma performance triste, mas não inesperada, do novo líder do Brasil, um ex-oficial militar cujos 27 anos no Congresso brasileiro foram notáveis apenas por insultos grosseiros a mulheres, minorias sexuais e negros”

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em editorial, o jornal The New York Times, um dos mais conceituados do mundo, fez duras críticas ao início de governo de Jair Bolsonaro. Com o título ”Jair Bolsonaro assume o poder. Com uma vingança”, o texto termina vaticinando: “Um ano fatídico começou para o Brasil”.

Em um dos trechos, o editorial diz que “Mal Jair Bolsonaro tomou posse como presidente do Brasil no dia de Ano Novo, ele soltou uma série de decretos de extrema direita, minando as proteções ao meio ambiente, aos direitos indígenas sobre a terra e à comunidade LGBT, colocando organizações não governamentais sob monitoramento do governo e removendo do governo os que não compartilham sua ideologia”.

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O texto também ressalta a proximidade de Bolsonaro com Donald Trump e lembra que o presidente norte-americano tuitou emocionado, após a posse do militar brasileiro: “Parabéns ao presidente @JairBolsonaro que acaba de fazer um grande discurso de posse – os EUA estão com você!”. Na troca de gentilezas, Bolsonaro tuitou de volta: “Juntos, sob a proteção de Deus, vamos trazer prosperidade e progresso para o nosso povo!”.

Em outro trecho, o jornal ressalta que as ações do militar “foram uma performance triste, mas não inesperada, do novo líder do Brasil, um ex-oficial militar cujos 27 anos no Congresso brasileiro foram notáveis ​​apenas por insultos grosseiros a mulheres, minorias sexuais e negros”.

O New York Times compara o presidente brasileiro: “Bolsonaro seguiu a cartilha de pessoas como Rodrigo Duterte, das Filipinas, Viktor Orban, da Hungria, e Recep Tayyip Erdogan, da Turquia. Atacar minorias é para compensar a falta de competência governamental ou de um programa coerente”.

O editorial finaliza: “O Sr. Bolsonaro está apenas começando. Como ele ganha força, com a memória da ditadura militar ainda forte, muito dependerá da capacidade das instituições brasileiras para resistir ao seu ataque autocrático. Muito também dependerá da capacidade de Bolsonaro de realizar reformas econômicas extremamente necessárias. Esse teste começa em fevereiro, quando o novo Congresso se reúne – o presidente comanda apenas uma coalizão instável de vários partidos, e ele é obrigado a encontrar forte oposição a suas reformas. Um ano fatídico começou para o Brasil”.

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