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26 de outubro de 2018, 16h31

Em entrevista à BBC, Steve Bannon elogia o “capitão Bolsonaro” e fala de “observações” que fez para a campanha

Embora diga que é apenas um "apoiador" de Bolsonaro, Bannon conta um pouco sobre as diretrizes dadas à campanha - semelhantes às que foram usadas por Donald Trump contra Hillary Clinton nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Reprodução/Instagram
Em entrevista à BBC, divulgada nesta sexta-feira (26), Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump que trabalha na criação de uma aliança ultra-liberal internacional, rasgou elogios ao “capitão” Jair Bolsonaro (PSL), chamando-o de “líder”, “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido” com Trump. É a primeira vez que Bannon fala das eleições no Brasil e, embora diga que é apenas um “apoiador” de Bolsonaro, conta a conversa que teve com a campanha do “capitão” e das diretrizes dadas – semelhantes às que foram usadas na campanha de Trump contra Hillary Clinton nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Na conversa com Eduardo Bolsonaro, em...

Em entrevista à BBC, divulgada nesta sexta-feira (26), Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump que trabalha na criação de uma aliança ultra-liberal internacional, rasgou elogios ao “capitão” Jair Bolsonaro (PSL), chamando-o de “líder”, “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido” com Trump.

É a primeira vez que Bannon fala das eleições no Brasil e, embora diga que é apenas um “apoiador” de Bolsonaro, conta a conversa que teve com a campanha do “capitão” e das diretrizes dadas – semelhantes às que foram usadas na campanha de Trump contra Hillary Clinton nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Na conversa com Eduardo Bolsonaro, em agosto, Bannon diz que fez “algumas observações”.

“Primeiro: nós construímos o Breitbart (Nota da Fórum: site de extrema-direita que ficou conhecido por disseminar fake news) e uma cobrança por transparência com o “Clinton Cash” (livro com acusações sobre supostas ilegalidades na relação entre Hillary e Bill Clinton e financiadores, lançado em 2015). Eu fiz uma série de coisas por quase uma década com o Peter Schweizer (autor do livro), sempre em torno da natureza bipartidária da corrupção e da incompetência em Washington. Isto foi o pano de fundo da campanha de Trump, mesmo durante as primárias. Aquela coisa de “Lock her up!” (bordão de Trump que pedia a prisão de Hillary Clinton) era sobre isso. Eu fiz comentários sobre como construímos isso com o tempo e depois usamos na campanha”, afirmou ele, à BBC.

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A estratégia, de usar um discurso anti-corrupção e acusações de ilegalidades por fake news é semelhante ao que foi usado pela campanha de Bolsonaro nas eleições presidenciais no Brasil.

Bannon, na entrevista, diz que não “endossa muita gente”, mas que faz isso com Bolsonaro, dizendo que o capitão da reserva merece “apoio internacional”.”Eu estou aqui endossando com alegria o capitão Bolsonaro e sua campanha para se tornar o próximo líder do Brasil. Ele parece o tipo de cara que poderia ser um líder nesta crise e acho que ele merece o apoio da comunidade internacional”.

Criticando a “mídia tradicional” e exaltando a escolha do “liberal clássico” Paulo Guedes para a economia – “um cara de uma tremenda reputação” na academia e no sistema financeiro -, Bannon diz que acredita que as fake news “não” podem ajudar candidatos e minimiza o impacto da estratégia que criou e foi importada ao Brasil por Bolsonaro.

“Acho que toda essa coisa sobre tecnologia precisa ser verificada. Eu vi isso. É bem diferente daqui, nós não tivemos esse problema específico. Eu não sou de opinar, isso é para as pessoas no Brasil. Acho que toda essa questão do ser ou não uma notícia falsa, ou como as notícias são distribuídas, além dos direitos de liberdade de expressão das pessoas, é algo a ser analisado”.

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Leia a entrevista na íntegra no site da BBC.

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