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13 de dezembro de 2018, 20h15

Em entrevista a Datena, Moro diz que Lula “até fez coisas boas”

“Nenhum juiz criminal tem prazer em prender ou condenar. No fundo, faz parte do trabalho”, resumiu Sérgio Moro

Foto: Lula Marques/Agência PT Principal artífice da prisão de Lula, Sérgio Moro, agora ex-juiz federal, depois de tudo que promoveu contra o ex-presidente, fez um elogio a Lula, nesta quinta-feira 13, durante entrevista a José Luiz Datena, no programa “Brasil Urgente”, transmitido pela Band. Ele afirmou que Lula “até fez coisas boas”. Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, Moro afirmou, ainda, que “nenhum juiz criminal tem prazer em prender ou condenar. No fundo, faz parte do trabalho”. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique...

Foto: Lula Marques/Agência PT

Principal artífice da prisão de Lula, Sérgio Moro, agora ex-juiz federal, depois de tudo que promoveu contra o ex-presidente, fez um elogio a Lula, nesta quinta-feira 13, durante entrevista a José Luiz Datena, no programa “Brasil Urgente”, transmitido pela Band. Ele afirmou que Lula “até fez coisas boas”.

Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, Moro afirmou, ainda, que “nenhum juiz criminal tem prazer em prender ou condenar. No fundo, faz parte do trabalho”.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Ele declarou, também, que lamenta que a decisão contra Lula – a execução da pena de 12 anos de prisão pela condenação no caso do triplex do Guarujá – tenha partido dele, uma vez que o petista “até fez coisas boas” enquanto esteve à frente da Presidência da República. “Acho até lamentável que eu tenha sido o autor da decisão que condenou uma figura pública como Lula”, destacou.

Veja também:  “Agora a tortura é mais sofisticada. Ela é com base na delação premiada”, diz Lula ao The Intercept Brasil

“Impessoal”

Moro assegurou que tratou o caso de forma “impessoal” e voltou a falar que, como “estratégia de álibi de defesa”, foi criada uma “fantasia de perseguição política” por parte do PT e seus aliados.

“Se formos olhar, na Lava Jato tem agentes políticos do PP, do PTB, do PMDB”, disse, ressaltando a prisão de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, a quem ele classificou de “inimigo político do PT”.

De acordo com o ex-juiz, não há muitos integrantes de partidos de oposição ao PT investigados pela Lava Jato em Curitiba “porque eles não controlavam a Petrobras” durante os anos de governo do partido.

Com informaçõs do UOL

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