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27 de setembro de 2018, 12h52

Em Goiânia, ginecologista se nega a atender mulheres que não votem em Bolsonaro. Vídeo

A atendente diz ainda que o médico está com boné e camiseta do candidato

Atendente do Hospital Vittá. Foto: Reprodução Vídeo
Uma atendente do Hospital Vittá, em Goiânia (GO), vestida com a camiseta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), aparece em um vídeo que circula na internet advertindo os pacientes que o ginecologista Cláudio Coelho de Vasconcelos se nega a atender quem não vote no candidato. A conversa foi gravada em vídeo por um paciente e pode ser vista abaixo: Ela diz ainda que quem não vota em Bolsonaro nem entre na sala, pois o médico está muito estressado e até já expulsou pacientes por esse motivo. A atendente ainda relata no vídeo que o médico está com boné e camiseta do...

Uma atendente do Hospital Vittá, em Goiânia (GO), vestida com a camiseta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), aparece em um vídeo que circula na internet advertindo os pacientes que o ginecologista Cláudio Coelho de Vasconcelos se nega a atender quem não vote no candidato.

A conversa foi gravada em vídeo por um paciente e pode ser vista abaixo:

Ela diz ainda que quem não vota em Bolsonaro nem entre na sala, pois o médico está muito estressado e até já expulsou pacientes por esse motivo. A atendente ainda relata no vídeo que o médico está com boné e camiseta do candidato.

A Fórum ligou para o Hospital Vittá. Uma mulher que atendeu ao telefone identificou o assunto imediatamente, disse que se tratava do ginecologista Cláudio Coelho e nos pediu que ligássemos para o seu advogado, que não foi localizado até o fechamento desta matéria.

Condenado por retirar útero sem autorização

O ginecologista e obstetra Cláudio Coelho de Vasconcelos já foi condenado, em 2009, a doar cinco cestas básicas para uma instituição de caridade em Goiânia. O especialista foi indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal leve após ter retirado sem autorização o útero de uma desempregada de 47 anos de idade. O fato aconteceu no Hospital Santa Lúcia, na Capital.

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A vítima tinha sido internada para uma operação de períneo, procedimento indicado para o tratamento de incontinência urinária.

Na denúncia, a paciente diz que o erro médico foi percebido por sua irmã, que trabalha como técnica em enfermagem, logo após a operação. O médico foi chamado e teria admitido que houve troca do prontuário. A operação no períneo só pode acontecer horas depois.

 

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